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Saúde

Voluntariado que transforma dor em esperança

Voluntária compartilha a experiência de levar conforto para pacientes e familiares

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O Grupo Amigos da Alegria, iniciado em 2013, é um exemplo de como o voluntariado pode transformar vi
O Grupo Amigos da Alegria, iniciado em 2013, é um exemplo de como o voluntariado pode transformar vi
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Arquivo pessoal/Sirlei Cristina Longo Pavan

Desde outubro de 2022, Sirlei Cristina Longo Pavan, uma professora aposentada, faz parte do Amigos da Alegria, um grupo que leva alegria e acolhimento aos pacientes hospitalizados. Sua jornada com o grupo começou de maneira inusitada, enquanto ela cumpria seu papel voluntário como mesária nas eleições. Foi durante uma conversa com um senhor na fila de votação que Sirlei ouviu, pela primeira vez, sobre a missão do grupo, e logo se encantou com a proposta de ajudar a transformar o ambiente hospitalar com música, alegria e afeto.

“Eu acredito que o trabalho voluntário é uma maneira de contribuir com o bem comum. Fazer o bem para o outro também faz bem para quem realiza a ação”, afirma Sirlei, refletindo sobre o significado de se dedicar ao próximo. Para ingressar no Grupo Amigos da Alegria, Sirlei passou por uma capacitação que a preparou para lidar com as adversidades do ambiente hospitalar e a necessidade de respeitar os limites dos pacientes, sempre com empatia e cuidado.

A formação e os desafios do trabalho voluntário

O trabalho voluntário exige mais do que apenas boa vontade. Para Sirlei, estar preparado para lidar com as complexidades do ambiente hospitalar e com as diferentes reações dos pacientes é essencial. A capacitação que o grupo oferece aos voluntários aborda questões como segurança, higiene e saúde, além de ensinar como interagir de forma sensível, respeitando o estado de cada paciente.

“Às vezes, um simples sorriso ou olhar pode fazer toda a diferença para o paciente, mas em outras situações, precisamos ser mais cuidadosos e avaliar qual é o momento certo para interagir”, diz Sirlei, ressaltando o equilíbrio entre trazer leveza e respeitar a vulnerabilidade de quem está em tratamento.

O impacto positivo do trabalho voluntário não se limita àqueles que recebem a ajuda, mas também aos próprios voluntários. Para Sirlei, a experiência é profundamente transformadora: “É gratificante poder levar um pouco de alegria e energia boa para quem está passando por momentos difíceis. A gente acaba ganhando muito mais do que o paciente”, afirma.

Histórias que marcam e a força do coletivo

Sirlei compartilha uma história que a tocou profundamente: “Havia um senhor, muito magro e com dificuldades respiratórias, mas com uma vontade de viver tão forte que mexia os braços ao ritmo da música. Essa imagem ficou gravada em minha mente, pois me fez ter certeza de que nosso trabalho faz a diferença.”

O Grupo Amigos da Alegria leva, com suas ações, um toque de humanidade, usando elementos como a música e o nariz de palhaço para levar momentos de alívio e felicidade aos pacientes e seus familiares. Embora o trabalho seja repleto de desafios, especialmente ao lidar com o sofrimento alheio, Sirlei destaca a importância de manter a serenidade e a união do grupo, além do fortalecimento dos laços afetivos entre os voluntários. “O maior desafio é estar preparado para todas as adversidades, mas sempre acreditando que vale a pena”, conclui.

O futuro do grupo e a importância da continuidade

Com mais de uma década de história, o Grupo Amigos da Alegria segue firme em sua missão de levar conforto aos hospitais de Erechim. Com um time de cerca de 20 voluntários, o grupo realiza visitas quinzenais aos hospitais da cidade, e qualquer pessoa interessada em se juntar à causa pode entrar em contato pelas redes sociais ou pelo WhatsApp (54) 9.9115-5443.

Sirlei, como tantos outros voluntários, encontrou no Grupo Amigos da Alegria um propósito maior: contribuir com um gesto simples, mas poderoso, de humanidade e alegria. “Esse trabalho representa, para nós, a importância de nos preocuparmos com o bem-estar do outro. É um aprendizado constante, que nos torna pessoas melhores e mais felizes.”

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