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Saúde

Escolas gaúchas entram em mobilização contra a dengue

‘Escolas livres da dengue’ tem como objetivo engajar milhões de estudantes em campanha de conscientização contra as arboviroses

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Ações que unem saúde, educação e engajamento social, o programa se apresenta como uma estratégia ess
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Na segunda-feira, dia 17, os Ministérios da Saúde e da Educação iniciaram a "Semana Nacional de Mobilização nas Escolas", intitulada Escolas Livres da Dengue. A iniciativa, que faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE), tem como objetivo envolver estudantes, profissionais da saúde e a comunidade escolar na prevenção das arboviroses, como dengue, Zika e chikungunya. O movimento, que segue até 21 de fevereiro, contará com atividades educativas e de conscientização em diversas escolas do país, com ações que continuarão até o dia 11 de abril.

A meta da mobilização é alcançar 80% das escolas que fazem parte do PSE, o que corresponde a cerca de 90 mil instituições de ensino. O engajamento inclui um número estimado de 10 a 15 milhões de estudantes, além das comunidades escolares, que serão incentivadas a se tornarem agentes ativos de combate ao mosquito Aedes aegypti. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 495 municípios, incluindo Erechim, aderiram ao programa no biênio 2023/2024, abrangendo 5.935 escolas e mais de 1,3 milhão de alunos.

O aumento da adesão das escolas ao PSE, que teve um crescimento de 11,5% no número de colégios participantes entre 2019/2020 e 2023/2024, reforça a importância do programa, especialmente no combate à proliferação do mosquito transmissor das doenças. Este avanço evidencia o papel fundamental das instituições de ensino nas ações de saúde pública, especialmente em um cenário de agravamento das arboviroses.

Durante esta semana de mobilização, diversas atividades serão realizadas nas escolas, como gincanas, peças teatrais, concursos de redação e desenho, e aulas públicas sobre os sinais e sintomas das arboviroses. Essas atividades têm como objetivo a identificação e eliminação de criadouros do Aedes aegypti, além de sensibilizar a população sobre os impactos das mudanças climáticas na proliferação das doenças. Tais ações não se limitam ao ambiente escolar: as famílias e as comunidades também serão envolvidas, com a realização de feiras de ciências e rodas de conversa com agentes de saúde para debater os desafios do controle do mosquito.

Os dados mais recentes da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde apontam para um aumento significativo nos casos de dengue no Brasil. Entre as semanas epidemiológicas 27 e 52 de 2024, foram registrados 323.246 casos prováveis de dengue, representando um aumento de 30,9% em relação ao ano anterior. Com esse panorama, as atividades de prevenção e conscientização se tornam ainda mais urgentes, e a colaboração de todos os setores da sociedade é fundamental.

Em 2024, o PSE já havia realizado 123 mil ações de promoção de saúde, incluindo a verificação vacinal, o controle do mosquito Aedes aegypti e a promoção de saúde ambiental. A expectativa agora é de que 80% das escolas participantes do programa engajem seus alunos nas atividades de prevenção, impactando positivamente até 15 milhões de estudantes e suas respectivas comunidades.

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