A doença pode ser tratada como um simples problema de pele, mas pode ter consequências sérias.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que, se não tratada, pode ter sérias consequências para a saúde, incluindo danos ao sistema nervoso e até morte. Embora seja curável com tratamento adequado, a sífilis voltou a apresentar aumento significativo de casos, especialmente entre jovens de 20 a 29 anos e mulheres grávidas, após ter sido considerada erradicada em alguns momentos no passado.
Sintomas
A sífilis pode ser confundida com outras condições de pele devido à aparência de suas lesões, como acne ou pequenas feridas. No entanto, é importante ficar atento aos sinais, pois ela se manifesta em três estágios distintos.
- Fase Primária (10 a 90 dias após a infecção) onde há o aparecimento de uma ferida indolor no local de entrada da bactéria (genitais, boca, ânus, mãos, pés ou rosto). A ferida desaparece sozinha, mas isso não significa que a infecção foi curada;
- Fase Secundária (6 semanas a 6 meses após a infecção) com manchas no corpo, incluindo nas palmas das mãos e plantas dos pés. Além de sintomas como febre, mal-estar, dores no corpo e ínguas (gânglios inchados). As lesões também desaparecem espontaneamente, mesmo sem tratamento;
- Fase Terciária (1 a 40 anos após a infecção) e que, se não tratada, a sífilis pode afetar o sistema nervoso central, causando danos graves, incluindo problemas neurológicos e morte.
Além desses estágios, a sífilis pode também entrar em uma fase latente, onde a pessoa não apresenta sintomas, mas a infecção ainda está presente no corpo. Isso torna ainda mais importante realizar testes regulares e se proteger adequadamente.
Sífilis congênita
A sífilis também pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação. Se não tratada, pode resultar em sérios problemas de saúde para o bebê, incluindo a prematuridade, malformações, problemas neurológicos e ósseos, pneumonia e feridas pelo corpo.
Por isso, mulheres grávidas devem fazer o teste de sífilis durante o pré-natal, garantindo o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para evitar a transmissão para o bebê.
Prevenção
A melhor forma de prevenir a sífilis é praticando sexo seguro. Isso inclui o uso de preservativos em todas as relações sexuais, tanto vaginal, quanto anal ou oral. Além disso, realizar testes regulares para detectar a infecção precocemente é essencial, já que a doença pode estar presente sem sintomas visíveis.
Mulheres grávidas devem fazer o teste de sífilis no início do pré-natal e, se o diagnóstico for positivo, iniciar o tratamento imediatamente para evitar a transmissão ao bebê.
Tratamento
A sífilis é curável e o tratamento consiste em antibióticos, geralmente a penicilina, que pode ser fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em gestantes, o tratamento deve ser iniciado pelo menos 30 dias antes do parto para evitar complicações graves para o bebê.
A sífilis é uma doença grave, mas com diagnóstico e tratamento adequados, pode ser completamente curada. A chave para a prevenção é o uso de preservativos e a realização de exames regulares.