Polônia – Gdynia-Gdanski- Parte I
O navio do cruzeiro atracou no Porto de Gdynia na Polônia – uma bela cidade balneária. O destino, de mais ou menos uma hora, era Gdanski. No caminho, passamos pela cidade de Oliwa. Logo na entrada, o lindo Palácio e Jardins do Abade. A Catedral de Oliwa, que remonta ao século XIII, é uma mistura dos estilos românico, gótico e rococó. Ela é grande destaque na cidade de Gdynia. Está localizada no terreno de um antigo mosteiro. Seguindo a viagem, passa-se pelo estaleiro de Gdanski e pela Praça do Monumento à Solidariedade. Nela, uma famosa obra lembra as mortes dos trabalhadores do estaleiro abatidos em dezembro de 1970. Próximo, está localizada a residência de Leck Walesa, líder sindical, Presidente da Polônia e Prêmio Nobel da Paz. A bandeira polonesa está sempre hasteada nos belos jardins que rodeiam a mansão.
Chegando ao Porto de Gdanski
Situado na entrada do porto de Gdanski encontra-se o farol de Nowy Port. Um dos mais belos faróis do Norte da Europa. Possui uma estrutura de 90 pés de altura e foi construído em 1893. Ele combinava três funções distintas: a de farol costeiro, de torre dos pilotos do porto e de estação do relógio do tempo. Após, continuando a viagem por ônibus, chega-se ao centro histórico de Gdanski, o coração da cidade. O início é no Golkden Gate, um grande arco ornamental, que antes permitia o acesso através das muralhas defensivas da cidade medieval.
A pérola do Báltico- Gdanski
Foi a antiga Danzig alemã. É o principal porto da Polônia e uma das cidades mais bonitas do país, com seus canais e ruas de fachadas coloridas. É um dos lugares mais multiculturais da Polônia. Possui um conjunto arquitetônico encantador, no qual são refletidos os diferentes períodos vividos pela cidade. Muito semelhante às cidades portuárias do norte da Alemanha, da Suécia ou da Holanda. Com grandes prédios majestosos em frente ao estuário do Rio Vístula, que passa pela cidade. Seus prédios são com fachadas diferentes, enfeitadas com reentrâncias e relevos.
Arquitetura da cidade
Sua estrutura urbana é visualizada por sua marcante história. Passou por mãos polonesas, alemãs, prussianas e suecas, para voltar novamente a ser da Polônia. Após a Segunda Guerra Mundial, um conflito começou no seu porto e terminou com a cidade arrasada por nazistas e soviéticos.
Hoje, o centro da cidade é exemplo de reconstrução, que iniciou com o governo comunista após a guerra. Sua arquitetura reflete os diferentes períodos vividos pela cidade ao longo de seus mais de mil anos de existência. As fortificações levantadas, as luxuosas casas dos comerciantes estrangeiros e os sóbrios blocos de apartamentos construídos durante o comunismo fazem parte da histórica de Gdanski. Ela é uma verdadeira relação da cidade com o mar e com o rio – também mostra a sua identidade nacional mesclada com a regional.
Historiando
Gdanski foi o local onde começou o delírio militar de Hitler, que na época era ainda Danzig – cidade alemã. Local livre desde o final da Primeira Guerra Mundial, um local no qual, até então, conviviam pacificamente alemães e poloneses, além de judeus, russos e escandinavos. Essa convivência harmoniosa foi causa da intensa vida comercial, artística, acadêmica e cultural que sempre caracterizou a cidade. Esta possui o privilégio de contar com filhos ilustres como o cientista Fahrenheit, o filósofo Schopenhauer e o Prêmio Nobel de Literatura Günter Grass.
Gdanski – centro de pequenas localidades
Ela centraliza comunidades vizinhas como o Porto de Gdynia e Sopot – uma aglomeração urbana conhecida como as “Três cidades” – (Trojmiasto). Gdynia é o centro industrial e onde residem grande parte dos funcionários e operários do conglomerado. Sopot é a localidade balneária. Assim, a população sai do burburinho de Gdanski para passear por Sopot. Este é um lugar agradável e um dos destinos preferidos dos poloneses para passar os feriados e as férias de verão. As três cidades estão praticamente ligadas, através de seus bairros. Fica quase impossível saber onde termina uma e começa a outra.
Sopot
De uma antiga vila a uma agradável cidade balneária. Seu traçado é ordenado, formado por magníficos casarões do final do século XIX. As famílias ricas gostavam de nela descansar no verão, à sombra de pinheiros imensos, entre a fragrância exalada por eles, a de terra úmida e a brisa do Mar Báltico. O passeio por ela surpreende, já que se pode andar entre a praia e os pinheiros por meio de uma nesga espaçosa de floresta. Isso é muito gostoso sentindo o ar marítimo e o frescor dos pinheiros.
Este passeio pode terminar no píer de madeira, o mais largo da Polônia. Com 515 metros foi construído em 1928, em frente ao Grande Hotel. É um conjunto arquitetônico que permite retornar ao ambiente balneário dos fabulosos anos 20.
Conclusão
No centro de Gdanski, numa das margens do Rio Vístula, lembrando os anos de comércio por mar, há uma réplica de um antigo navio, como os que navegavam, há séculos, pelas águas do Mar Báltico e frequentemente roubados por saqueadores – piratas.
Há alguns anos estive em Gdanski, pela primeira vez. A comunicação era impraticável, pois os atendentes só falavam polonês. Recentemente, voltando, tudo mudou. A Polônia passou a pertencer à União Europeia e entrou em um processo crescente de homogeneização. Em consequência, a língua inglesa é aprendida nas escolas e é a segunda língua mais falada.