O Dia de Pentecostes
O Dia de Pentecostes era festa judaica que marcava os cinquenta dias que transcorrera entre a saída do povo hebreu do Egito até o recebimento do Decálogo por Moisés.
Pentecostes, em grego, significa cinquenta.
Para o cristianismo, Pentecostes foi o momento em que os apóstolos receberam a mediunidade de efeitos inteligentes.
Vemos igualmente menção a esse acontecimento, na obra de Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier, quando o autor nos lembra desse momento em que os apóstolos, investidos de mediunidade, propagavam a Boa Nova em vários idiomas. Idiomas esses que, em sua natureza, não dominavam.
O fato causou espanto aos que os ouviam falando em outras línguas de origem, como descrito no livro de Atos, uma vez que, ali em Jerusalém havia judeus e outros cidadãos oriundos de várias partes do mundo, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia, da Capadócia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia e, romanos que aí residiam. Cada um ouvindo as preleções em seu próprio idioma. (Atos, 2: 1-12.)
“2:1 Ao se completar o dia de Pentecostes, estavam todos juntos no mesmo {lugar}. 2:2 De repente, surgiu um som do céu, semelhante ao que traz uma ventania violenta, e encheu toda a casa onde estavam sentados. 2:3 E se tornaram visíveis línguas como de fogo, que se distribuíam para eles; e sobre cada um deles sentou {uma delas}.”
Espíritos do Plano Maior utilizaram-se da mediunidade de efeitos físicos para produzirem esse fenômeno. Perfeitamente explicado em O Livro dos Médiuns, na Segunda Parte, quando trata das Manifestações Espíritas.
Continuando...
“2:4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, segundo o espírito lhes concedia declarar. ”
Esse fenômeno provocado pela mediunidade de efeitos inteligentes, também se encontra explicitado na obra acima. É a chamada xenoglossia ou mediunidade poliglota.
Nota: “Espírito Santo”, conceito trazido pelo Plano Maior, representa emissários divinos. Espíritos elevados que trazem mensagens orientadoras da conduta humana. Cada qual pode se identificar com um nome ou, face às condições culturais e religiosas da época, atribuir-se a identidade da própria divindade. Assim, ao ler-se “Espírito Santo”, devemos entender que se trata de um desses emissários do Alto que, em nome de Deus, contribuem para a evolução da Humanidade com palavras de alento, orientando condutas, alertando sobre fatos. (SOBRINHO, Geraldo Campetti (Coord.). O Espiritismo de A a Z. 2018).
(Próximo tema: Mediunidade: No Novo Testamento – Parte Final)