O dia 13 de julho é celebrado como o “Dia Mundial do Rock”, pois nessa mesma data em 1985 foi realizado um dos maiores festivais do gênero chamado “Live Aid”, idealizado por Midge Ure e Bob Geldf. Ambos shows aconteceram em Londres (Inglaterra) e na Filadélfia (EUA), com transmissão ao vivo pelo canal da BBC.
Na época, subiram aos palcos as maiores bandas de rock, entre elas The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Eric Clapton, Black Sabbath, e Phil Collins, que se apresentou nos dois países (e no mesmo dia).
O intuito do festival foi uma mobilização para reunir fundos para acabar com a fome na Etiópia, estima-se que o valor arrecadado chegou a 150 milhões de libras, sendo umas das maiores transmissões via satélite no mundo. O país africano sofreu uma grave crise de alimentos entre 1983 e 1985, causada por uma guerra civil, e cerca de 1,2 milhão de pessoas possam ter morrido de fome e outras milhares tenham se refugiado nos países vizinhos.
No Brasil, a comemoração do Dia do Mundial Rock ganhou mais fama em meados dos anos 90, por intermédio de rádios paulistanas como a 89 FM e a 97 FM.
O cenário de Rock em Erechim
Este ano, o dia 13 de julho cairá num sábado, sendo uma ótima oportunidade para curtir o fim de semana apreciando o bom e velho “rock and roll”, e claro, também para conhecer novas bandas e artistas. Conversamos com integrantes das bandas Atria e Portlash, dentre as banda de Erechim, possuem trabalhos autorais voltados para o gênero musical.
Banda Atria
O clima frio de Erechim, de alguma forma influencia na produção do som mais denso e introspectivo da banda local de rock, Atria, conforme revelado pelo guitarrista e vocalista, Gabriel Bosi, na entrevista para o jornal Bom Dia. A banda tem explorado novos horizontes com seu último lançamento, "Tão Leve", que adotou uma abordagem mais pop, inspirada pela leveza das relações interpessoais no grupo.
Os desafios e as vantagens de ser uma banda de rock em Erechim não passam despercebidos. A distância dos grandes centros impõe obstáculos logísticos e financeiros, tornando os shows mais caros para os produtores e complicando as viagens. No entanto, a cena musical local é uma rede vibrante de criatividade e apoio mútuo. "Passamos por momentos em que éramos a única banda autoral na cidade, mas agora vemos muitas bandas surgindo. Isso cria uma rede de contatos e amizades muito boa", enfatiza Gabriel Bosi.
Ao falarmos sobre a identidade sonora da cena de rock em Erechim, o integrante da banda Atria descreve como "diferente", refletindo uma mistura de influências que captura a essência do rock contemporâneo no Brasil. "Existem muitas bandas cover, mas também vemos subgêneros ao vivo que são únicos daqui, proporcionando experiências que são difíceis de encontrar em outras cidades".
Quando questionado sobre as maiores influências para a banda, Gabriel revela uma inclinação para o underground, com admiração pela intensidade e originalidade de bandas como The Story So Far e Menores Atos. "Essas bandas têm um impacto profundo em nossa música e performance ao vivo", afirma ele.
No sábado (13), dia Mundial do Rock, a banda se apresentará no Peppers. "Nada melhor nesta data do que um show ao vivo", comenta Gabriel. O evento contará também com a presença das bandas Bleach Nirvana Cover e Atemporal.
Banda Portlash
Com um som que varia do Hardcore, Metalcore ao Thrash Metal, o grupo não gosta de rotular músicas, preferindo explorar uma gama diversificada de estilos que ecoam sua identidade única.
As influências da Portlash são diversas, abrangendo desde bandas nacionais como CPM 22 e Dead Fish, até o metal internacional como Killswitch Engage, Slipknot e Avenged Sevenfold.
"Somos uma banda de som autoral. Tocamos poucos covers, porque queremos dar ênfase às nossas músicas, para que sejam conhecidas, esse é o verdadeiro combustível que mantém a energia de criação da banda com novas ideias e sons”, conta o vocalista e guitarrista Ceruti.
Ao falar sobre Erechim em relação ao município aos desafios e vantagens de ser uma banda de rock no município, ele fala que a falta de espaços para shows semanais e eventos que tragam o rock de volta à ativa são pontos que precisariam melhorar, além da necessidade de cooperação e apoio mútuo entre os músicos locais.
"Aos que ainda acreditam e mantêm a chama acesa do rock, nas amizades e ao expressar sentimentos em forma de música que muitos se identificam", compartilha Ceruti, vocalista e guitarrista da banda, ao falar sobre a influência do gênero musical, na localidade.
Sobre o Dia Mundial do Rock, a banda Portlash faz um convite para o público acessar os seus canais nas redes sociais e plataformas musicais para conferirem o trabalho que o grupo está produzindo.