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Cultura

Teatro Doador do Futuro é apresentado em Erechim

Mais de 400 pessoas prestigiaram espetáculo que fomenta a doação de medula óssea

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Foto 1 Peça aborda tema com seriedade e leveza.JPG
Foto 3 Espectáculo reuniu mais de 400 pessoas.JPG
Foto 4 Equipe da peça Doador do Futuro - Semeando Esperança.JPG
Por Vivian Mattos
Foto Vivian Mattos

Na última quinta-feira, 18, Erechim foi palco de uma experiência teatral envolvente e sensível com a apresentação da peça "Doador do Futuro - Semeando Esperança", no Centro Cultural 25 de Julho.

 

A apresentação

O jornal Bom Dia acompanhou a exibição do espetáculo exibido para mais de 400 pessoas, entre estudantes, famílias, pessoas transplantadas, pacientes, amigos e apoiadores da doação de medula óssea, tema principal da apresentação. 

 

A produção

O teatro é produzido pela produtora cultural D. Marin, juntamente com o Instituto Pietro e apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura, abordando a história de André, um jovem surpreendido pelo diagnóstico de leucemia.

Com uma mensagem de incentivo à doação de medula óssea e esclarecimento de tabus que envolvem o assunto, a peça teatral costuma ser apresentada para estudantes de escolas estaduais, preferencialmente em municípios que contam com hemocentro. A partir do engajamento do projeto Ser Doador de Erechim e a aproximação com o Instituto Pietro, o município foi contemplado para receber a apresentação.

Pela direção de Leo Roat, os atores Felipe Mendes, Patrícia Garcia, Ricardo Paim e Tiago Teles criam no palco uma atmosfera cativante e de aprendizado, instigando a plateia a mergulhar em um tema sério, abordado de maneira didática e envolvente. 

A interação com o público não apenas enriqueceu a experiência, mas também despertou reflexões profundas sobre a empatia com o próximo. Além disso, a apresentação foi marcada pela acessibilidade, a partir da tradução do espetáculo em tempo real na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

 

A história da peça

A história destaca a jornada de André, um rapaz que durante a faculdade de cinema conheceu seus três melhores amigos. Porém, quando tudo parecia correr bem, acabou sendo surpreendido pelo diagnóstico de leucemia. A mensagem deixada pelo espetáculo é a de que um ato de empatia é capaz de mudar vidas. Portanto, o espetáculo objetiva conscientizar as pessoas sobre a importância de se tornar um doador de medula óssea.

 

Instituo Pietro

Em 2017, Pietro de Albuquerque, ao completar 18 anos, recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda. O jovem passo-fundense, que sonhava em ser escritor, foi obrigado a lutar contra a doença devastadora que mata oito a cada 10 pacientes, durante 10 meses de espera, até conseguir um doador de medula óssea compatível. Porém, já era tarde demais. Sua vida e morte inspiraram a criação da Lei Federal 11.930, que institui a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, e hoje ganha os palcos dos teatros através do espetáculo "Doador do Futuro - Semeando Esperança".

Desde o diagnóstico de leucemia do filho, Beto Albuquerque, pai de Pietro e ex-deputado federal, iniciou uma luta em prol da doação de medula óssea. Em 2019, ano em que Pietro completaria 30 anos, Beto inaugurou o Instituto Pietro, em Porto Alegre. A associação é especializada na doação de medula óssea e, desde a fundação, trabalha para conscientizar a população Brasil afora.

 

Ser doador

Uma das fundadoras do projeto Ser Doador, Tatiane Cristine Studzinski Dezordi, comenta que a iniciativa surgiu para auxiliar sua irmã, Daniele Caren Studzinski, que recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda. Em 22 de março, Daniele foi transplantada e recebeu da sua irmã, Tatiane, a doação de medula óssea. A partir disso, o projeto iniciou um movimento de sensibilização e ampliação sobre o tema, buscando novos adeptos para a doação de medula óssea em Erechim e região do Alto Uruguai.

De acordo com o Ministério da Saúde, o transplante de medula óssea pode beneficiar pessoas com cerca de 80 doenças diferentes, como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, aplasia de medula e imunodeficiências. Para que o transplante seja feito, é necessário encontrar um doador compatível. Os irmãos costumam ter 25% de chance de herdarem o mesmo tipo de medula, mas a maioria dos pacientes não encontra um doador compatível na família. 

Para auxiliar na busca pelo doador, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea no Brasil (REDOME), vinculado ao Ministério da Saúde, foi criado para servir de banco de dados e reunir possíveis doadores. Para ser um doador de medula óssea, o interessado precisa comparecer a um hemocentro próximo de sua cidade, fazer o cadastro, repassar seus dados e fazer a retirada de uma amostra de sangue do braço para análise e verificação das variáveis genéticas. A doação de médula óssea só é feita caso as duas pessoas sejam compatíveis.

 

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