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Cultura

Março Lilás marca prevenção ao câncer do colo do útero

Oncologista da Unimed Erechim, Adriana Wilk, orienta cuidados para um diagnóstico precoce

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Adriana Wilk, oncologista
Por Vivian Mattos
Foto Silvio Vanz

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer do colo do útero (CCO) é o terceiro mais frequente no Brasil. A doença ganha destaque ao longo da campanha Março Lilás, alertando para a prevenção do tumor. Durante entrevista do jornal Bom Dia, a Oncologista da Unimed Erechim, Adriana Wilk, evidencia os cuidados para o diagnóstico e detecção precoce.

 

O câncer
Adriana explica, que nesse câncer ocorre uma alteração em que a célula se transforma de benigna para maligna no coloco uterino e sua manifestação ocorre de forma multifatorial, estando relacionado com questões genéticas da mulher, contendo a multiplicação de células de maneira acelerada e perdendo a sua função primordial no colo uterino, virando um tumor de crescimento acelerado. 

 

Sintomas
A oncologista explica, que na maioria dos casos em estágio inicial não apresentam sintomas. Com o passar do tempo e crescimento acelerado das células, pode aparecer um corrimento incomum e com odor desagradável, sangramento anormal, após uma relação sexual ou dor espontânea durante, ou após o ato. 
Em casos avançados, podem ser percebidas ínguas perceptíveis na região da virilha, dos dois lados ou somente de um, alterações como sangue ou dificuldade ao urinar ou evacuar. “Precisamos estar em alerta aos sintomas iniciais e as medidas preventivas para não ocorrer o desenvolvimento do tumor de colo uterino”, destaca a médica. 

 

Exame Papanicolau
O diagnóstico é feito pelo exame ginecológico, anamnese e biópsia da lesão. Dentre os exames, o “Papanicolau”, conhecido como exame preventivo, é o principal utilizado no rastreamento do câncer de colo do útero, podendo ser feito em uma unidade de saúde, por um ginecologista, clínico geral ou equipe de enfermagem treinada para essa finalidade. 
Conforma a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, o exame preventivo é indicado a toda mulher ou pessoa designada mulher ao nascer, que tenha colo uterino e pratique relações sexuais com penetração, sendo feito dos 25 aos 65 anos. “Isso não significa que uma mulher de 70 anos não precise fazer o preventivo, assim como uma moça em idade precoce aos 25 anos possa precisar fazer”, destaca a oncologista.
O exame deve ser feito anualmente, caso dois resultados anuais sejam negativos, ele poderá ser feito a cada três anos em casos que a pessoa tenha um parceiro fixo. Nessa averiguação é observado o formato do canal vaginal e possíveis alterações, buscando detectar lesões precursoras do câncer de colo uterino, antes da evolução para um tumor. 

 

Fatores de risco
Adriana expõe, que no câncer de colo uterino existem fatores estabelecidos, o principal deles é o tabagismo, responsável pela causa de 30% de todos os tumores. Também integram as causas a iniciação sexual idade precoce e com múltiplos parceiros, uso prolongado de anticoncepcional, havendo a preocupação de não engravidar e sem proteção para infecções por doenças sexualmente transmissíveis.

 

HPV e o CCO
Conforme o Ministério da Saúde, o HPV é responsável pela infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Ele está associado ao desenvolvimento da quase totalidade dos cânceres de colo de útero, bem como, a diversos outros tumores em homens e mulheres. 
Segundo Adriana, existem diversos tipos de HPV, sendo o 16 e o 18, responsáveis pelo desenvolvimento do câncer de colo uterino, seu diagnóstico pode ser identificado no exame Papanicolau e tratado antes de evoluir para um câncer. “Uma forma de inibir a infecção pelo HPV é pelo uso de método de barreira, ou seja, a camisinha masculina ou feminina, durante a relação sexual com penetração", diz a médica. 

 

Vacina HPV
A oncologista salienta, que o HPV é contemplado no calendário de vacinação, direcionado para meninas na faixa de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, sendo somente duas doses no total. Essa vacinação contempla os vírus do HPV 16 e 18, responsáveis pelo câncer de colo do útero e 9 e 11, causadores de verrugas genitais.  
Já pessoas com imunossupressão, como HIV ou AIDS, pós-transplantadas, com doença autoimune ou câncer, podem receber a vacinação até aos 45 anos. 

 

Tratamento
Dentre os tratamentos comuns para o câncer de colo do útero, estão a cirurgia, a radioterapia e imunoterapia. O tipo de tratamento dependerá do estadiamento da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade e desejo de preservação da fertilidade.

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