21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Segurança

Condenados os acusados de assassinar Àrios Miotto

Somadas as penas dos réus chegaram a 22 anos de prisão

teste
Foto: Leandro Zanotto
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

O tribunal do júri da comarca de Erechim, formado por seis mulheres e um homem, condenou no final da noite desta quarta-feira (31), os Mateus Renatan Koserski (20) e Bruno Jubá (22), pela morte de Ários Miotto, assassinado no dia 05 de abril de 2014, sobre o viaduto Rubem Berta, na Avenida Mauricio Cardoso no centro de Erechim.

O juiz Marcos Luiz Agostini, que presidiu a sessão, determinou a pena de 17 anos de prisão em regime inicialmente fechado, pela prática do crime de homicídio triplamente, para Mateus. Já Bruno recebeu a pena de cinco anos de prisão, regime semiaberto, pela prática do crime de lesão corporal seguida de morte. 

Depoimentos 

A sessão que teve início às 10h da manhã, com auditório do salão do júri, lotado de estudantes de direito, familiares e pessoas da comunidade, foi aberta com o depoimento do delegado Gustavo Ceccon, responsável pelo inquérito do caso. Durante sua fala o policial, comentou como ocorreu o processo de investigação. "Descobrimos que seis pessoas participaram da agressão que acabou com a morte, quatro menores que já foram condenados e dois maiores em que ocorre o julgamento hoje", destacou. 

Ceccon também explicou que através das redes sociais, a Polícia Civil, descobriu que os envolvidos no crime faziam parte de um grupo chamado Bonde dos Psicopatadas e relatou que um exame pericial comprovou que o sangue na camisa de Koserski, era da vítima.

Na sequência os jurados passaram a ouvir os dois réus, o primeiro Mateus Renatan Koserski, que negou ter assassinato a vítima e confirmou o que já tinha dito em depoimentos anteriores. "Chegou o Ários com uma faca, daí eu fui tentar falar com ele, quando veio para o meu lado, daí eu dei um, dois socos, ele me deu uma facada no braço, daí jogaram umas garrafas nele, os piás deram um coice e derrubaram, daí deu aquele bolo ali, muito rápido assim, não deu para ver quem que matou ele", relatou o réu. 

Logo após, Juba, também reafirmou o que tinha já tinha declarado anteriormente sobre sua participação se resumir a um chute. “Começaram a agredir ele, eu vim e dei um chute, daí me afastei e foi tudo muito ligeiro", comentou.   

Debates

O período da tarde foi reservado para os debates entre acusação feita pelo promotor Gustavo Burgos de Oliveira, representando o Ministério Público, com o auxílio do advogado Abraão Safro, que apresentaram os réus ao júri, além de comentar como o crime ocorreu e os motivos.

Também falaram os advogados defesa dos réus, Valter Augusto Kaminsk, responsável pela defesa de Mateus Renatan Koserski, que apresentou a afirmou não se tratar de caso de legítima defesa, ante ausência de molderação, o que caracteriza excesso, pedindo o reconhecimento do excesso culposo. A defensora pública Marcélia Cominetti Favarin, responsável pela defesa de Bruno Jubá, destacou que o jovem colaborou com as investigações e nunca fez parte do grupo que teria agredido a Miotto até a morte. 

Resultado

A defesa dos réus tem o prazo de cinco dias a partir da publicação da mesma no site do Tribunal de Justiça, para recorrer. 

Leia também

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;