A Catedral São José ficou completamente lotada de ministros e catequistas das 30 paróquias da Diocese de Erexim. A cerimônia religiosa realizada na tarde do último domingo, marcou o Jubileu da Misericórdia – que contempla a vocação do leigo e da leiga na Igreja e na sociedade – e o Dia Nacional do e da Catequista.
Os religiosos foram acolhidos na parte externa da igreja matriz de Erechim. A recepção foi do bispo diocesano dom José Gislon, diáconos e 31 padres, que conduziram o grande grupo “Porta Santa” até o interior da catedral da “capital da Amizade”. A liturgia foi animada pelos padres José Carlos Sala e Olírio Streher, além da equipe de instrumentistas e animadores do canto.
Conforme nota distribuída pela assessoria diocesana de comunicação “Dom José iniciou sua homilia enfatizando que o ministério dos e das catequistas nas comunidades é de extrema importância para o crescimento da fé dos batizados e que o serviço dos ministros e ministras extraordinários da comunhão eucarística lhes possibilita alimentar a fé com o Pão da Palavra e o Pão do Altar. Mencionando a passagem pela Porta Santa, ressaltou que a peregrinação é sinal característico do Ano Santo e que a vida do ser humano é constante peregrinar para a eternidade. Ressaltou que a participação no banquete da Eucaristia exige o empenho de todos em reconhecer nos pobres irmãos e irmãs e incluí-los no mesmo, com solidariedade misericordiosa”
A partir das leituras do domingo, dom José acentuou a necessidade do cultivo da humildade, da simplicidade, do serviço generoso e sem espera de recompensa, sem busca de honrarias passageiras e frustrantes. Chamou atenção para as consequências das decisões no momento presente para o futuro. Antes de encerrar sua reflexão com o desejo de que Maria ajude a todos a confiar no perdão e na misericórdia de Deus, citou Girolamo Savonarola, frei dominicano, pouco compreendido em seu tempo e falecido em 1498, que rezava assim a Deus: “Por vezes o medo dos pecados que descubro em mim próprio desespera-me; outras vezes, a esperança da tua misericórdia me sustenta. Mas, porque a tua misericórdia é maior do que a minha miséria, eu não cessarei de esperar”.