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Viagem para o Peru segue na Argentina e se encaminha para chegar na Bolívia

Jorge e Carlos relatam as rotinas diárias e as dificuldades da viagem que iniciou no dia 26 de agosto

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Por Carlos Silveira
Foto Arquivo pessoal

 E a aventura para o Peru continua a todo o vapor pelos ciclistas de Erechim, Jorge Psidonik e Carlos Samojedem. Já são 14 dias pedalando desde a saída de Erechim no último dia 26 de agosto até o momento, sendo dez dias na Argentina já tendo passado por Missiones, Corrientes, Thacco e Santiago Del Sterro. Na quarta-feira, 06, estavam na localidade de Monte Queimado, passando as noites em pequenas cidades.

Sem incidentes

         A dupla destaca que até o momento não tiveram nenhum incidente, ou seja, estão tendo uma viagem tranquila, sendo que as únicas inconveniências até o momento são algumas pousadas com pouca estrutura a oferecer, mas no geral conseguem se virar. “Na Argentina tudo é muito simples, estradas com retas intermináveis onde se anda e anda e não se vê o fim em uma região de grandes propriedades rurais. Se vê muita pouca gente durante o dia. Não se avista nenhuma pessoa pedalando, mas sim muitos carros”.

Muito gado

A dupla destaca que esta é uma região que cria muito gado, produz erva mate e planta muito pinus, a exemplo de Missiones. Na região de Tchaco é muito gado, como existem regiões que não tem nada, ou seja, somente as propriedades e entradas para dentro das fazendas. “Uma região muito pobre e simples. Os pueblos (cidades) se dividem entre as movimentadas e as que não possuem movimento. A alimentação é prato único, muito a base de massa carne e muito barata. Não encontramos arroz e nem feijão. Bastante massa com carne e batata frita. Eventualmente tem arroz, mas estamos nos virando”.

Roteiro

         A dupla garante que é uma viagem cansativa, tanto que pararam um dia para recarregarem as energias. “Em alguns dias foram feitos cerca de 160 quilômetros, algumas vezes com chuvas e muito raio por ser uma região aberta. Outro fator é que em algumas regiões existem acostamentos e em outras não. “As vias são muito largas e não possui curvas, o que permite a ultrapassagem em todos os pontos, fazendo com que os cuidados sejam dobrados por causa dos caminhões. Levamos alguns sustos devido aos que passam perto da gente. Em Corrientes, por exemplo, passamos por uma ponte que ventava muito e dificultava a passagem”.

        

Bolívia

 A partir de agora serão mais seis dias na Argentina quando chegarão até a fronteira com a Bolívia, país em que a situação econômica é bem complicada. “Na Argentina estamos pagando cerca de seis a nove mil pesos nos hotéis. No caso do almoço em algumas ocasiões se paga mais do que a pousada. Tudo é muito barato e estamos conseguindo economizar dinheiro pois cambiamos um dólar por 700 pesos, o que tem rendido bastante. Normalmente passamos com R$ 100 por dia, contando com o café da manhã, almoço e janta”, finaliza.  A volta para casa está marcada para o dia 08 de outubro.

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