A Organização Mundial da Saúde – OMS recomenda que o índice de área verde por habitante deve ser de no mínimo 12 m2/habitante.
Dando continuidade a “arborização de nossa cidade”, no Plano Diretor de Arborização Urbana de Erechim-PDAU, consta nas informações cadastradas no banco de dados geográficos da prefeitura, de que o perímetro urbano possui uma área de 4.258,60 hectares, composto por 31 bairros, sendo verificado que temos 2,71% do total do perímetro urbano composto pelas áreas verdes públicas, ou seja, aproximadamente 115,00 hectares. Se temos hoje, 110.000 habitantes, deveríamos ter no mínimo 132 hectares. Portanto, nos falta 17,00 há.
O Plano Diretor de Arborização Urbana de Erechim-PDAU, “prevê para as áreas verdes a plena regularização das áreas invadidas (conflito de uso por edificações), a plena restauração daquelas onde se destacam outros usos que não edificações (vegetação herbácea, por exemplo) e a aquisição de novas áreas verdes, especialmente nos bairros que não as apresentem, ou próximo destes”.
Na página 11, índice 8.6 menciona as Áreas Verdes Irregulares: “O município de Erechim possui grande número de áreas verdes em situação irregular, devido às antigas invasões da população. A maioria dessas áreas foi utilizada na construção de edificações, tanto para fins comerciais, como para moradia. Sabe-se que essa irregularidade atinge 17,71% do total de áreas verdes. Neste sentido, faz-se necessário que cada uma delas seja vistoriada in loco, de modo a identificar o atual usuário, fração utilizada, realização de levantamento planialtimétrico e outros dados pertinentes e necessários à regularização desses espaços”.
O estudo realizado pela URI em dezembro de 2011, recomendou: “a compensação dessas áreas deverá ser feita por meio da venda desses espaços para os ocupantes atuais, e o retorno financeiro destinado para o uso público, beneficiando os projetos elaborados na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Erechim. Além disso, as áreas verdes de menor relevância (menores que 1000 m²), que não possuem cobertura vegetal nativa, são mais suscetíveis a invasões e usos não desejados, sendo cabível, também, a adoção da medida descrita acima”.
E para compensar a venda desses imóveis, doados pelos proprietários dos loteamentos, cujas áreas são intituladas “área verdes”, mas que na verdade é uma reserva para futura instalação de Centros Comunitários, áreas de lazer com playground as crianças, de esportes, ou até mesmo praças arborizadas; menciona-se no estudo que “já existe projeto com áreas prioritárias para conservação no entorno do perímetro urbano de Erechim, desenvolvido pelo Departamento de Ciências Biológicas da URI – Campus de Erechim.
Desta forma, uma vez que possivelmente algumas áreas verdes sejam legalmente regularizadas como residenciais (uso já consolidado), uma opção clara de rearranjo é a aquisição, por parte da Administração Municipal, de áreas compensatórias. Neste sentido, é oportuno que se organize um fundo municipal específico para a gestão destes espaços, de modo a direcionar os recursos captados com as regularizações”.
Tal estudo foi oportuno, levantando dados, e indicando as soluções para a nossa arborização urbana e adoção de novas áreas verdes. Passados 12 anos, a situação em quase nada mudou, continuamos carentes de um bom Parque, como existem em muitas outras cidades do RS. Embora, tenhamos um fantástico parque chamado “Longines Malinowski”, mas que a população não o utiliza pelos diversos motivos sabidos.
Urge um novo parque para a cidade de Erechim, como também urge um grande programa de educação ambiental e turístico para que a população de Erechim se aproprie definitivamente desta grande área verde de vinte (20) hectares no miolo da cidade.