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Rural

No país são cultivados cerca de 270 hectares de mirtilo e na região a área não passa de 6 hectares

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Arquivo BD
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br

As pequenas frutas têm mercado crescente no país e, na região tem seguido caminho semelhante, mas ainda é insipiente. Todavia, as oportunidades para os agricultores familiares são atrativas já que há mercado, o emprego de tecnologia é baixo e a rentabilidade é alta.

No Brasil são cultivados em torno de 270 hectares de mirtilo ou 'blueberry' e no Rio Grande do Sul são 65 ha. No Alto Uruguai são 6 hectares, sendo 2 ha em Erechim e 4 ha em Erval Grande. "A pouca área destinada a frutas pequenas se deve em função do desconhecimento sobre a planta, tanto dos produtos como dos consumidores", diz o agrônomo do Escritório Regional da Emater, Nilton Cipriano Dutra de Souza.

Outra fruta considerada no grupo de pequenas frutas cultivada no país é a amora preta que ocupa cerca de 273 hectares, sendo 245 ha no RS. Na região não há dados computados, mas há trabalhos para introduzir essa prática nas propriedades.

A maioria das frutas pequenas são oriundas da Europa e América do Norte e foram trazidas pela Embrapa Clima Temperado, que adaptou espécies para a região, porque elas precisam de determinadas horas com temperaturas abaixo dos 7,2ºC para que a planta se estimule e floresça. Na região do Alto Uruguai são cultivadas variedades que exigem cerca de 300 horas necessárias.

E foi pensando nessa novidade e no benefício da fruta que o casal Claudia e Leandro Roismann resolveu empreender no interior de Erechim, no Pomar Vale do Dourado, que é especializado na produção de mirtilos orgânicos, desidratado, geleia e suco.

Há 11 anos os trabalhos iniciaram com 1 hectare e hoje são 11 espécies cultivadas em 2 hectares, conforme explica o administrador do Pomar, Odelir Antônio Valgoi, 46 anos.

Segundo ele, a produção passada foi de 10 toneladas e nesse ano, em função da geada, as perdas ficaram em torno de 30%, e a produção teve uma redução, mas vai atingir 7 toneladas.

Toda produção é comercializada em Erechim e grandes capitais como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

O agrônomo da Emater destaca que a entidade está incentivando as pessoas a procurar mais as pequenas frutas, porque o mercado está crescente. "Muitos procuram em função de todas as propriedades nutracêuticas que ela tem, ou seja, nutre e é também terapêutica. E para o agricultor, a vantagem é que são em pequenas áreas, a produção se dá grande quantidade e é uma diversificação a mais e um valor agregado, porque é muito procurada, e o preço é vantajoso.

De acordo com a secretária do Pomar, Luciana Andrea Ribas, o mirtilo é a fruta da longevidade e toda produção é orgânica. A princípio eles não pretendem aumentar a área cultivada porque é difícil encontrar mão de obra, pois na colheita que se dá entre novembro e janeiro, já foram contratadas 32 pessoas.

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