Se o verde das árvores já se destaca em meio ao cinza das construções, imagine o que uma mistura harmoniosa de cores é capaz de fazer... A resposta está nos olhares admirados de quem passa pela Rua Maranhão, próximo à esquina com a Rua Espírito Santo, em Erechim. A iniciativa da artesã Mari Terezinha Malinski Tacca transformou a já agradável sombra em frente à casa de sua irmã, Lídia Ana em um espaço para mostrar a arte do crochê.
Moradora de Marituba, cidade próxima à Belém do Pará, ela aproveitou o período de visita ao RS, para dedicar-se a embelezar três "canelinhas doces" plantadas em frente à residência da irmã, no centro de Erechim. Em um período de pouco mais de duas semanas, o trabalho delicado resultante do entrelaçamento das linhas foi dando novas cores aos troncos das plantas, que agora atraem a atenção de quem passa rua. "As pessoas passam admiradas, tiram fotos, elogiam. Fico feliz que tenham gostado, pois a ideia era justamente esta, deixar as árvores ainda mais bonitas do que elas já são", comemora a artesã.
Reaproveitamento de materiais
Proprietária de uma loja de peças de tricô e crochê, a moradora da residência, Lídia Ana, explica que os materiais utilizados para a decoração das árvores são sobras de linhas. "Trabalhamos com essa arte e sempre sobram alguns restos de linhas de cores variadas que, em geral, não têm como ser utilizados para a elaboração de novas peças. Então minha irmã decidiu aproveitá-los desta forma e o resultado foi adorável", elogia.
A iniciativa deve se estender a outras árvores da rua, já que vizinhos de Lídia demonstraram interesse na técnica. "Como ainda sobraram outros materiais faremos doação para nossas vizinhas para que elas também possam enfeitar as árvores em frente as suas casas. Espero que esse colorido deixe nossa rua ainda mais bonita", pontua.
Agradecimento à natureza
O crochê e o tricô estão na família de Mari e de Lídia há diversas gerações. As irmãs aprenderam a arte com a mãe que havia aprendido com a avó. "É uma tradição na família que foi trazida da Itália junto com a nossa família quando migraram para o Rio Grande do Sul há mais de 140 anos", hoje nós apenas mantemos esse aprendizado", pontua Mari, que ensina a técnica de forma voluntária na cidade onde vive no estado do Pará.
Já Lídia destaca que a iniciativa também foi uma forma de agradecimento à natureza. "Sempre vivemos em meio às plantas e temos muito amor pela natureza. Esta foi uma forma de unir a arte que aprendemos ao carinho que temos pelas árvores que todos os dias nos presenteiam com sombra e com temperaturas agradáveis", completa.