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Projeto História de Carlos Gomes é apresentado para o Consulado Geral da República da Polônia

O projeto de extensão visa resgatar o processo histórico de formação e resistência da população do município, além da valorização da cultura local

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Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Na última quinta-feira (1), estiveram na Sociedade Instrutiva e Recreativa Rui Barbosa, em Erechim, autoridades de Carlos Gomes para apresentar o projeto História do Município de Carlos Gomes: Imigração, Cultura e Resistência, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e o Movimento dos Atingidos, por Barragens (MAB).

O projeto de extensão visa resgatar o processo histórico de formação e resistência da população do município, além da valorização da cultura local. O trabalho foi apresentado para Monika Kubik, vice-Cônsul, e Paulo Kochanny, secretário para Assuntos Polônicos, ambos do Consulado Geral da República da Polônia, de Curitiba. 

Na oportunidade, estava o prefeito de Carlos Gomes, Luiz Zelinski, o vice–prefeito, Roberto José Stodulski, a secretária de Assistência Social e Primeira Dama, Sueli Terezinha Uavniczak, o Vereador, Izidoro Hoinoski, professor da Universidade Federal Fronteira Sul, Humberto José da Rocha e o Fábio Roberto Krzysczak – Pós-doutorando em História pela Universidade Federal Fronteira Sul.

A região norte do Rio Grande do Sul é rica em elementos históricos, que ajudam a compreender o processo de desenvolvimento não só desta região, mas do Brasil. Em se tratando de Carlos Gomes, essa importância se distingue por dois aspectos, primeiro, a colonização polonesa, segundo, a mobilização dessa população antes da questão hidrelétrica. 

O primeiro aspecto é importante por ser essa região – que também destaca o município vizinho de Áurea – uma referência importante para a colonização polonesa no Brasil, no sentido do assentamento definitivo dessa população que acabou por imprimir traços culturais que atualmente se destacam nesta região. 

Na mesma linha, essa caracterização cultural implicou num processo de territorialização que se viu ameaçado no início dos anos de 1980 em função da possibilidade de instalação de uma grande usina hidrelétrica que em função do alagamento provocaria a dispersão dessa população. Esses dois aspectos revelam um processo histórico segundo o qual é possível compreender como uma população ao ocupar determinado território acaba se territorializando culturalmente e desenvolve, nesse processo, uma relação de pertencimento entre esse espaço e a sua cultura.

Essa consolidação dos poloneses nessa região se viu ameaçada pela possibilidade do alagamento, o que pode ser interpretado, pela perspectiva dessa população, como um novo episódio de migração forçada. Para além da riqueza historiográfica do processo, ao final do ano de 2020, a UFFS foi consultada acerca da possibilidade de apoiar o poder público municipal num trabalho de resgate e manutenção desse processo histórico. 

Dessa forma, o Projeto de Extensão se baseia em um trabalho de pesquisa oral e de catalogação de patrimônio histórico material, ao passo em que a manutenção aconteceria, por meio da disponibilidade deste material em formato de publicação, evento e para futuramente compor um espaço, como Museu, Casa de Cultura ou Arquivo Histórico, que servirá como referência para estudos sobre esse processo histórico. Então, se mobilizaram docentes e discentes da Universidade para, em parceria com o poder público local e com o MAB, desenvolver este projeto que se justifica institucionalmente pela capilaridade e aproximação que a UFFS alcança por meio de iniciativas de extensão dessa natureza.

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