Entender as necessidades nutricionais dos alunos durante sua permanência na escola e formar hábitos alimentares saudáveis. Esses são alguns dos objetivos da Secretaria da Educação de Aratiba com a atuação de profissionais de nutrição na rede pública municipal de ensino.
Neste sentido, as nutricionistas Karina Lamaison Cunha e Tauanne Paula Baldissarelli estão trabalhando para desenvolver atividades propostas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar.
Fazem parte deste trabalho ações de educação alimentar, como as aulas de “Atitude Saudável”, ministrada nas escolas com crianças do 1° ao 5° ano; diagnóstico e acompanhamento do estado nutricional dos escolares; aplicação do teste de aceitabilidade da merenda escolar; além da elaboração de cardápios que atendam à legislação federal. São elaborados cardápios conforme a etapa de ensino, contendo alimentos regionais, a quantidade mínima semanal de frutas e hortaliças, ferro e vitamina A e limitando a oferta de embutidos, doces, alimentos em conserva, bebidas lácteas e alimentos ultraprocessados.
Além disso, há a adaptação da alimentação para alunos que tenham necessidades nutricionais específicas, a exemplo da intolerância à lactose.
A secretária da Educação do município, Rosane Morgan, explica que a atividade das nutricionistas envolve também o planejamento das compras, no que se refere à parte técnica, através de quantitativos e especificações dos produtos; orientação e supervisão das atividades de produção e distribuição dos alimentos, zelando pela quantidade, qualidade e conservação dos produtos.
Ao final do ano passado foi elaborado o Manual de Boas Práticas, documento que descreve essas atividades e procedimentos, que foi repassado às manipuladoras de alimentos das escolas, com as instruções de como ter boas práticas higiênico-sanitárias, evitando possíveis doenças transmitidas por alimentos.
Além disso, são elaborados outros documentos, como guias para retirada dos alimentos pelas escolas conforme o cardápio, número de alunos e número de refeições, sendo feita a reposição conforme a necessidade; início da elaboração de fichas técnicas, documentos obrigatórios onde devem constar cada preparação do cardápio com os componentes, valor nutritivo e quantidade per capita; pedido de compras dos alimentos sempre contemplando produtos disponíveis da agricultura familiar, dando prioridade a alimentos in natura ou minimamente processados e contendo no máximo 20% de alimentos processados e ultraprocessados e 5% de ingredientes culinários processados, conforme manda a legislação.
– A alimentação saudável é primordial para as crianças em idade escolar, pois é na infância que os hábitos alimentares são formados e uma alimentação saudável é capaz de evitar déficits, carência e excessos nutricionais – enfatizam as nutricionistas.
Para Karina e Tauanne, alunos bem alimentados mostram um potencial maior, tendo mais energia, disposição e agilidade mental. “O nutricionista é o profissional capacitado para utilizar o alimento como instrumento na promoção de saúde e segurança alimentar, e em conjunto com a equipe escolar e familiares, podemos prevenir uma série de doenças e desequilíbrios futuros”, pontuam.