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Opinião

Culpa e remorso (Parte II)

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União Espírita
Por União Espírita
Foto Divulgação

Influências Externas

Como nos ensina Hammed, na obra As Dores da Alma, na psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto, devemos deixar as pessoas que nos cercam agir por conta própria, sem imposições que lhes causem medo, culpa.

Influências que, por outro lado, podem estar nos afetando na medida que somos o alvo dessas “preocupações” dos outros, também contribuem para desestruturar nosso estado emocional.

Quando interferimos nas decisões dos que estão próximos a nós, (supervisionando, obrigando a nós mesmos a seremos responsáveis pelo bem-estar dos outros, agindo sobre o comportamento, e mesmo o destino deles) e o resultado não for o esperado, nos sentimos culpados!

Exemplo: jovens que, cedo tiveram que assumir responsabilidades para as quais não estavam preparados e falharam, sentem-se culpados!

Com diz o autor espiritual, não nos referimos aos atos de caridade, de compaixão, mas comportamentos doentios a que alguém se acha no dever de “tomar conta”.

Embasados na Providência Divina, diz o autor, podemos participar da vida dos outros, mas jamais controlá-los!

É comum nos sentirmos culpados por não termos dado atenção devida a um ente querido que já não está mais nesse plano; sentirmo-nos culpados por entendermos que não fizemos o suficiente em determinada situação.

Mas pondere: a situação pode ter sido outra; era outra realidade; outra compreensão, que se fosse hoje, não agiríamos daquela forma.

Não podemos mudar o que está feito, mas podemos fazer um novo começo (lembrando de Chico Xavier).

Se não puder reparar essa falta de atenção, esse erro, faça o bem a outras pessoas, como forma de redenção a si próprio. Com certeza, essa atitude será motivo de orgulho de quem partiu.

Quando nos fixamos na culpa, diz Aldenis Leite, perdemos a oportunidade de:

  1. exercitarmos nossa fé em nossa capacidade de dizermos “Por nossa Luz e por nossa Grande Luz...”;
  2. exercitarmos a força que temos para repararmos nossos erros que motivaram determinada ação.

 

(Próximo Tema:  Culpa e Remorso – Parte III)

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