As derrotas em sequência para o Avenida e o Internacional pelo Campeonato Gaúcho acenderam o sinal de alerta no Colosso da Lagoa e agora o Ypiranga quer aproveitar os dois jogos que terá em casa para recuperar os pontos perdidos e subir na tabela de classificação.
Com quatro pontos conquistados em quatro jogos, o Canarinho caiu para a nona colocação e a retomada do caminho das vitórias precisa ser rápida. Neste domingo (5), diante de sua torcida, o time volta a campo às 18h30min, para enfrentar o Juventude.
“Agora vamos para três jogos muito importantes. Começa com o Juventude no domingo, na nossa casa. Na sequência teremos o São José, também na nossa casa. E depois o Aimoré, lá em São Leopoldo. Esses jogos serão a nossa Copa do Mundo e agora a gente tem que entrar no campeonato”, disse o presidente do clube, Adilson Stankiewicz, após a derrota para o Colorado por 3 a 0, na quinta-feira.
“A gente sabia que esse início de tabela seria muito difícil para nós. Foram três jogos fora de casa e um em casa e foram realmente jogos muito difíceis, então vamos buscar nos recuperar agora, na sequência da competição”.
18 pontos
“Ainda faltam sete jogos, o nosso objetivo continua sendo o mesmo. Precisamos atingir 18 pontos e para isso precisamos confirmar as vitórias em casa e conseguir uma ou duas fora. Vamos lembrar que ainda temos o Grêmio nos nossos domínios. Não tem jogo fácil e isso é normal na vida do Ypiranga, mas a gente tem confiança no grupo, na comissão, enfim, certeza absoluta de que vamos reverter essas derrotas e engatar agora os pontos que a gente precisa”, completou.
Faltou objetividade
Para o presidente, o time de Erechim se comportou bem diante do Inter foi boa, mas “faltou objetividade. “A postura que tivemos foi a que dissemos que iriamos ter, não jogaríamos retrancado, por uma bola ou fazer antijogo. Nós iriamos jogar, convidei o torcedor para ver um belo jogo de futebol e acho que foi o que ele viu. Lamentavelmente tivemos um erro individual e acabou nos custando um gol, mas mesmo assim a equipe manteve uma boa postura. Jogou o tempo inteiro com a bola no pé, com bom volume de jogo. Talvez tenha faltado um pouco de objetividade”.
Pênalti polêmico
“No segundo tempo, acho que não foi pênalti. É muito fácil marcar para time da capital, a gente sabe. É difícil marcar para time do interior e fácil marcar para time da capital, mas vamos lá. A arbitragem não foi ruim, mas aí um lance capital acaba definindo o jogo, mas tudo bem, não tem problema nenhum. A gente erra, eles erram também, e vamos para o próximo jogo, vamos em frente.
Erramos no terceiro gol, o pessoal parou e ficou esperando um pênalti, que não sei se houve ou não, e o jogador do Internacional marcou e acabou dando números ao jogo. Acredito até que foi exagerado o 3 a 0”, entende Adilson.
Se não chutar, não faz gol
“Faltou objetividade na hora de concluir a gol. Nós temos posse de bola, temos toque de bola também, os trabalhos pelas laterais nós temos feito. Haviam triangulações muito bonitas, chegadas com muita plasticidade, mas está faltando aquela conclusão a gol, está faltando chutar. Se não chutar, não faz gol. Não adianta fazer um jogo bonito e a bola não entrar”, frisa o presidente.
Não mudou nada
“Vamos lembrar que logo ali temos a Copa do Brasil e é extremamente importante nós avançarmos uma fase, pela questão financeira que isso envolve. Isso nos dá uma tranquilidade para o restante do ano. Temos uma Série C pela frente, o grande sonho é o acesso à Série B, então realmente não mudou nada. O que muda agora é o foco, concentração. O pessoal tem que estar muito ciente daquilo que pode fazer”.
Reforços
Questionado sobre o Ypiranga estar em busca de pelo menos mais dois reforços, o presidente falou que “a gente nunca está com o grupo fechado, estamos sempre abertos a oportunidades. E temos sim possibilidades de reforçar, inclusive com atletas que estão emprestados. Nessa questão de duas negociações, a gente não vai entrar em detalhes, porque tem que esperar concretizar, mas gostaríamos muito de dar mais armas ao Luizinho para o restante do campeonato”.
Luizinho Vieira
O entendimento de Adilson é semelhante ao do técnico Luizinho Vieira. Para ele. “Foi um jogo com dois tempos distintos, até com um bom controle do jogo, com a posse de bola. A gente tomou o gol muito cedo e a forma que o gol se apresenta, ele se coloca muito emocional. Um erro terrível em relação ao tamanho do jogo. A equipe respondeu de uma forma tranquila num primeiro momento, mas a gente foi pouco efetivo na frente”.
Pênalti mudou o jogo
“O segundo tempo a gente começou melhor que no primeiro tempo até, controlando o jogo sem bola, se defendendo bem, até o segundo gol, na minha opinião, rigoroso demais em relação ao pênalti. E aí mudou o jogo totalmente. Tentamos nos articular para fazer um gol e voltar para o jogo, mas a gente não conseguiu ser efetivo.
O pênalti passou muito pela parte emocional do controle do jogo. De ter dificuldade de reativar e reconstruir um equilíbrio, como a gente mantinha até aquele momento. Agora é descansar bem. A gente tem dois jogos importantes em casa, contra o Juventude e o São José e vamos procurar corrigir esses erros e ser muito mais contundente à frente para a gente voltar a vencer já no domingo”, avalia Luizinho.
Vamos atrás de evoluir
“Faltou ter uma melhor leitura. A partir do momento que você consegue forçar o erro do adversário e ter um controle da posse de bola, você tem que ser objetivo, ser mais ambicioso para poder chegar à frente. A gente chutou muito pouco no gol, criou muito pouco, principalmente pelas laterais, onde é mais fácil você construir. Então, o time tem muito a evoluir e a gente vai atrás disso”, concluiu o técnico.