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Região

As gerações que retratam o orgulho pela tradição

“Eu olhava para esse Galpão, e eu pensava preciso fazer alguma coisa por ele”

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Por Andressa Thomaz
Foto Divulgação

Há quem diga que as dificuldades transformam as pessoas. Pois bem, essa realidade o CTG Galpão Crioulo de Aratiba vivenciou por anos. A casa tradicionalista por momentos, fugiu dos olhos de muitos, mas por outro lado, era vista como o centro referência de tradição do município. Mas como fazer com que essa estrutura chegasse aos demais, com o mesmo sentimento que era carregado por outros? Simples, - não desistir.

Para uns Galpão, para outros Casa

É inegável afirmar que aqui não há tradicionalismo. Cercado de gerações, a história do ‘velho’ Galpão começou lá, a bons anos atrás. Em meados de 1996, as primeiras páginas da história deste ‘velho’ centro começaram a ser escritas. Os primeiros grupos foram formados. As primeiras danças saíram. E as apresentações, como o primeiro Enart chegaram, isso lá em 2000. O maior desejo, não chegou. A classificação para aquele Enart, aquele evento, foi apenas um sonho. Mas dizem que sonhar nos faz criar forças, e assim almejar mais ainda o que queremos.

Realmente, a família que o ‘velho’ Galpão criou, não deixou de sonhar. E se o ‘velho’ criou, ninguém separa. Bom, talvez o tempo, mas isso fica na história. Dificuldades, muitas dificuldades. Todas vencidas! Conquistas, diversas conquistas. A principal e fundamental, não deixar o ‘velho’ morrer.

O encontro de gerações acontece aqui. O espaço que se tornou, a segunda, terceira, ou quarta casa para muitos, faz com que através de um simples dois em dois, tudo ganhe vida. Uns vem, outros vão. A cada novo giro, novas histórias, e com elas, o orgulho do tradicionalismo que grita dentro de cada filho do ‘velho’ galpão.

O Galpão vive

“Eu olhava para esse Galpão, e eu pensava que precisava fazer alguma coisa por ele”. Esta é a frase de quem olhou para o espaço, como ninguém mais. Que buscou na comunidade a força que precisava. E que encontrou ao longo de todo o caminho o resultado de vitória, ou pelo menos está sentindo o gostinho dela. Susete Arnhold, é a patroa do CTG Galpão Crioulo. Considerada como a mãe da Casa. É através dos seus olhos que o ‘velho’, voltou a viver. “O meu filho, era o mascote de quando tudo começou. Em 2000, ele tinha 2 anos, hoje ele dança na adulta. Os que dançavam naquela época, hoje tem os filhos dançando todos na invernada adulta”, explica Susete.

É sábado o dia”

“Final de semana é sábado o dia”. E cá está ela, depois de anos. De muitos sonhos. De muito trabalho. O terceiro final de semana do mês de agosto, (20 e 21), fez com que os filhos do velho sentissem a estima do gauchismo. Classificados para o Enart! O maior evento tradicionalista amador da América Latina. Orgulhosos do passo tão importante que deram nessa jornada com o ‘velho’, Aline Jacuboski, afirma que não existe sentimento que possa expressar essa vitória do grupo. “Faz um ano que estamos com esse grupo, e foi um desafio muito grande, desde a preparação, a escolha da temática que escolhemos falar de João Inácio, que foi um bandoleiro da região de Quatro Irmãos. Assim como também, optar pela força B, o que não faz com que não tivéssemos ou temos capacidade no grupo para novos e maiores desafios”, conclui a professora.

Além de desafios como por exemplo, de incentivar novas gerações para que viessem fazer parte da casa tradicionalista, o grupo, assim como demais, também vivenciou os impactos da pandemia da covid-19. Os ensaios foram suspensos. As apresentações canceladas, mas o desejo e anseio por novas conquistas só aumentava. “Passar por uma Inter-Regional e chegar no Enart é complicado. A palavra que resume todo esse resultado, é trabalho. Foram meses, a gente passou por uma pandemia, e quando os protocolos começaram a ser flexibilizados, nós não perdemos mais tempo, era a hora”, conclui, o coordenador da invernada adulta, José Daniel. E assim, com a união de gerações, e força de vontade, hoje as palavras da dona Susete ganharam força, e sim, - o Galpão Crioulo vai para Santa Cruz!

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