No fim da tarde de quinta-feira (24), a Prefeitura de Erechim adiantou a informação de que, a partir de sexta (25), iria desobrigar o uso da máscara de proteção individual.
Com a publicação oficial do decreto de número 5.432, a medida foi autorizada e passou a contemplar os espaços públicos e privados, estabelecimentos de ensino e demais locais fechados de uso coletivo.
Para a publicação do decreto foram levadas em conta a redução dos casos ativos, internações e óbitos, além dos altos índices de vacinação e da disponibilidade de vacinas para todos os públicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do município.
O município encerrou a semana com 86.659 pessoas imunizadas com as duas doses contra a covid-19.
De acordo com o prefeito, Paulo Polis, o fato de Erechim ter alcançado mais de 94% da população (com idade acima de cinco anos) com esquema vacinal completo, é a prova de que as estratégias de vacinação da Prefeitura foram bem-sucedidas. “Levamos a imunização a sério. Tomar vacina em Erechim é muito fácil, é só querer”, disse Paulo Polis. O prefeito complementou: “Em 2021, investimos nossos esforços no combate à covid-19. Isso nos trouxe garantia para iniciar 2022 um pouco mais tranquilos”, finaliza o chefe do Executivo Municipal.
Uso de máscara obrigatório
Vale ressaltar que as exceções em relação ao uso de máscara são para o transporte coletivo de passageiros e estabelecimentos destinados à prestação de serviços de saúde públicos e privados. Nestes locais, ela continuará sendo obrigatória.
Confira a seguir a opinião de erechinenses em relação à expectativa para esse ‘novo momento’:
A proprietária de uma padaria, Rosane Picoli Centenário, relata que ainda tem receio de se contaminar e acredita ser necessário manter todos os cuidados, principalmente nos locais onde há maior concentração de pessoas. “A maioria das pessoas está vacinada e a preocupação maior é com quem optou por não receber as doses. Ao longo do tempo aprendemos a adotar os protocolos e intensificar a higiene. Nos hospitais, acho interessante que todas as pessoas, mesmo que sejam visitantes, façam o uso da máscara, afinal, é possível prevenir outras doenças respiratórias, além da covid-19. Queremos acreditar que a partir de agora, tudo começa a voltar para uma fase mais otimista”, declara.
Rosane salienta também, que tudo isso impacta diretamente na economia, envolvendo os diferentes setores. “Retomam as festas, a produção de doces, salgados, a venda de roupas, decoração de ambientes, sonorização, enfim, é uma corrente, tudo está interligado”, acrescenta.
Os empresários Roseli Kolassa e Guilherme Piva dos Reis, mencionam que a máscara interfere, inclusive, no fator emocional das pessoas. “Quando pude tirá-la, senti mais liberdade. Também conseguimos ver melhor o sorriso das pessoas e notamos que toda aquela angústia que sentíamos desde o início da pandemia, está mais distante do que vivenciamos hoje”, ressaltou Rose, citando que tantas áreas enfrentaram dificuldades em razão da pandemia. “Aos poucos entendemos um pouco melhor o funcionamento do vírus e como é possível evitar complicações. Atualmente contamos com as vacinas e elas nos ajudam muito a enfrentar o Coronavírus, que continuará em circulação”.
Rose lembra períodos críticos em que as pessoas sentiam um medo maior de se contaminar e, ao mesmo tempo, enfrentavam uma insegurança financeira. “Isso tudo impactou os diferentes setores”.
Por outro lado, frisa a empresária erechinense, o aspecto da higienização frequente das mãos e dos mais variados espaços, como nos restaurantes, por exemplo, agregou muito, tendo como aliados a luva e o álcool em gel. “Na loja, independentemente do fim da pandemia, continuaremos com essa medida à disposição porque é uma questão de higiene”, pontua.
Valdemar José de Lima atua há sete anos como segurança na Feira do Produtor. Ele já enfrentou a covid e considera um pouco cedo para liberar totalmente o uso da máscara. O motivo, segundo ele, é a proximidade do período de baixas temperaturas e o aumento de casos de gripe e outras doenças respiratórias. Prefiro manter ainda o uso da máscara, pois trabalho diretamente com público. Precisamos nos cuidar”, afirma.
Ângela Lima é caixa em um posto de gasolina há cinco anos. Na sua opinião, esse é o momento ideal para a retirada das máscaras. “É importante, é como se “voltássemos ao normal”, sem a necessidade de ficar se cuidando o tempo inteiro. Acredito que até mesmo na nossa rotina de trabalho vai favorecer, melhorando a comunicação com os clientes”, relata.
Otimista com esse ‘novo momento’, a monitora do estacionamento rotativo, Diana Truylia, é a favor de liberar o uso da máscara, contudo, destaca que está acostumada com o uso. “Já faz parte da rotina, é natural coloca-la ao entrar nos estabelecimentos e até na hora de atender as pessoas. Por outro lado, vejo que interfere na questão de se cumprimentar melhor, pois muitas pessoas tinham medo de se aproximar das outras. O que nos anima é que estamos caminhando em uma direção muito melhor”, enfatiza.