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Saúde

Problemas de coluna: fatores genéticos e ambientais merecem atenção

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Ortopedista e traumatologista, Eliseu Netto
Por Izabel Seehaber
Foto TV Bom Dia

Dados divulgados recentemente, apontam que, entre janeiro e julho de 2021, mais de 55 mil trabalhadores pediram afastamento do trabalho devido a problemas na região da coluna. De acordo com o Ministério do Trabalho, esta foi a segunda maior causa de licenças do ano, perdendo somente para as relacionadas às complicações provocadas pela covid-19, que totalizaram no mesmo período mais de 68 mil casos.

O médico ortopedista e traumatologista de Erechim, Eliseu Netto, explica que os problemas de coluna em geral, são, há muitos anos, uma das principais causas de afastamento e está entre a primeira e a segunda causa mais frequente de procura ao médico. “É um problema muito sério e causa um impacto social e econômico expressivo, devido a diminuição ou perda da capacidade física, o que impacta, ainda, o emocional”, afirma, ao completar que foram ampliados os estudos, as pesquisas, tecnologias, e com isso, é possível um diagnóstico mais preciso.

Principais fatores envolvidos

Uma questão, que nem todos sabem, é que o problema de coluna tem como fator primordial, na maioria das vezes, a questão genética, a qual não podemos modificar. “Há uma predisposição genética à degeneração, considerando o envelhecimento. Para algumas pessoas esse processo vai ser mais tranquilo, sem muitos problemas, já outras irão apresentar lesões ou outras complicações. Por isso, vale reforçar que não são apenas fatores ambientais”, relata, citando que, nesse segundo quesito, alguns aspectos devem ser considerados, tais como: o tipo de trabalho, de lazer, que podem causar uma piora em quadros relacionados à saúde da coluna. “Nesse sentido, com a modernidade, percebemos que esses problemas tem aumentado. Para começar, o tempo que passamos acordados é muito maior e, por sua vez, o tempo de reparação do disco, do músculo, das articulações, diminui expressivamente. O reflexo é um envelhecimento ainda mais precoce dessas áreas”, acrescenta.

O uso excessivo de celular também é um vilão, principalmente da coluna cervical. O fato de ficarmos com o pescoço inclinado, gera uma carga de 10 a 15 vezes maior sobre as estruturas da coluna. Por isso, vale o alerta para reduzir o tempo em frente às telas.

Prevenção pode começar cedo

Conforme enaltece o especialista, não há mágica ou especificamente uma cadeira ou colchão especial que vai ajudar no cuidado da coluna. “O que impacta diretamente é o exercício físico regular, o qual previne o envelhecimento das estruturas e melhora as condições gerais”, enfatiza.

A postura correta ao sentar é muito importante também, mas é necessário se movimentar. Outro fator, afirma o médico de Erechim, é a ingesta de água, fundamental para a hidratação dos tecidos.

Opções de tratamento

Em relação aos suportes para aliviar os sintomas e permitir mais qualidade de vida aos pacientes, Dr. Eliseu destaca que houve muitas evoluções com o auxílio das tecnologias. Ele afirmou que prefere começar sempre com métodos minimamente invasivos, dependendo de cada situação e necessidade. “Atualmente contamos com o tratamento intervencionista da dor, por meio do qual é possível atuar sem cortes, com microprocedimentos, sem anestesia geral. Também há endoscopias para tratamento de hérnia, entre outras opções”, pontua.

Ele orienta, ainda, que, se o paciente tem dúvidas quanto à cirurgia, o ideal é conversar com outros profissionais, até se sentir mais seguro para a opção mais indicada de tratamento.

 

 

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