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Saúde

Alerta de feriado: medidas de prevenção à covid devem permanecer

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É essencial que sejam seguidas as medidas como distanciamento social com utilização de máscara, ambi
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Muitas pessoas aproveitaram a proximidade do feriado de Carnaval para prolongar os dias de folga. A postura, que por um lado é positiva e importante para a qualidade de vida e bem-estar, deve ser ainda mais responsável nesse período em que ainda precisamos enfrentar os riscos impostos pela pandemia do Coronavírus.

As mais recentes avaliações realizadas pelas equipes técnicas, sinalizam que houve alguns indicadores de melhora em âmbito regional, como a diminuição no número de casos ativos e a vacinação em andamento. Contudo, ainda há preocupações expressivas, tendo em vista que algumas pessoas podem desenvolver mais complicações a partir da infecção pela covid-19. Desse modo, a responsabilidade coletiva é essencial e reflete na saúde de todos. A orientação é que os protocolos sejam respeitados, pois a pandemia ainda não acabou.

Outro ponto observado é a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de novos autotestes que serão produzidos no País (saiba mais na página 5). O órgão nacional reforça que, independentemente do seu resultado, o uso de máscaras, a vacinação e o distanciamento físico são medidas que protegem a população, pois reduzem as chances de transmissão do novo Coronavírus.

Quanto mais aglomerações, mais riscos de contágio

Devido a pandemia, toda situação de comemoração, sempre gera um clima de preocupação. A análise é do pneumologista de Erechim, Leandro Antônio Gritti, que afirma: “o vírus é transmitido de pessoa para pessoa. Desse modo, quanto mais indivíduos estiverem em determinado ambiente e quanto maior a aglomeração, mais significativos serão os riscos de contágio”, alerta.

Quanto ao feriado, o especialista pontua que, mesmo que as festas de carnaval não tenham muita tradição no Alto Uruguai, há bailes, encontros e outras atividades e festas que aumentam as possibilidades de transmissão. “Nesse ano vivenciamos uma situação melhor que em 2021, graças a imunização de uma significativa parte da população. As doses trouxeram uma redução no número de infecções, apesar de a variante Ômicron ser mais infectante, mas, principalmente, observa-se a redução das complicações nos pacientes vacinados”, comenta.

Contudo, ao passo em que estamos numa realidade melhor, ainda há uma pandemia. “Temos um número expressivo de pessoas que são vítimas do vírus, diariamente, em todo o Estado e País. Por isso, é essencial para a saúde da população que sejam seguidas as medidas como distanciamento social com utilização de máscara, mantenha-se os ambientes ventilados, a higienização frequente das mãos e todos os mesmos cuidados”, explica, pois, embora sejam comuns as situações de menor gravidade, algumas pessoas podem manifestar quadros mais complicações e até falecer, especialmente as não-vacinados. “Cuidem de si e todos que estão ao seu redor”, frisa o médico de Erechim.

‘A pandemia não tem recesso’

Ao representar toda a Região 16, o presidente da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau) e prefeito de Getúlio Vargas, Maurício Soligo, salienta que, mesmo com o cancelamento de grande parte das festas de carnaval, é importante que as pessoas respeitem as medidas de prevenção contra a covid-19 e elas sejam até mesmo reforçadas, já que muitas famílias irão viajar ou sair de casa. “Nosso apelo é para que usem máscara, mantenham o distanciamento, tenham sempre álcool em gel por perto e higienizem constantemente as mãos. Do mesmo modo, evitem aglomerações e cumprimentos com contato físico. A pandemia não tirou férias ou recesso e a principal forma de transmissão é por via respiratória. É essencial mantermos todas as medidas de prevenção. Cuidem-se e bom Carnaval!”, enfatiza Soligo.

Cenário promissor mas que exige cautela

Com balanços mais otimistas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) classificou na quinta-feira (24), o cenário atual no Brasil como bastante promissor, mas destacou que as desigualdades do país criaram diferentes realidades em um mesmo município, por exemplo. A análise foi publicada no boletim do Observatório Covid-19, que frisa ser equivocado pensar em redução de leitos, testagem e uso de máscara no país como um todo. "Embora o cenário geral seja bastante promissor, tanto pela tendência de queda dos principais indicadores como pelo avanço na cobertura vacinal, além da chegada de medicamentos para o tratamento da covid-19, é importante sublinhar que a pandemia ainda não acabou", afirmam os pesquisadores da Fiocruz. "Não é possível pensar na mitigação da pandemia no Brasil como um todo utilizando indicadores globais do país sem um olhar atento para outras escalas. Enquanto houver descontrole dos indicadores em um único município a pandemia não terminará".

A Fiocruz afirma que a pandemia acentuou desigualdades estruturais no país, e que a partir dela é possível observar, no mínimo, a existência de dois Brasis, um do Norte e outro do Sul. O boletim compara São Paulo e Rio Grande do Sul a Maranhão e Pará, e afirma que os estados do Sul e Sudeste estiveram sempre acima da média nacional de vacinação e já mostram ter passado do pico de infecções da variante Ômicron. Os estados do Norte e Nordeste, por outro lado, ainda podem estar atravessando o pico de casos e têm curvas de óbitos ainda em movimento de alta.

Enfrentamento

Para a Fiocruz, o enfrentamento do cenário atual da pandemia exige combinar políticas de combate às fake news com busca ativa dos não vacinados pela Atenção Primária à Saúde. Também são sugeridas estratégias de ampliação de horário das unidades de saúde e campanhas de vacinação nas escolas, atingindo crianças, pais e professores. Outro ponto que deve ser avaliado são políticas públicas que considerem a exigência de passaporte vacinal nos locais de trabalho, para trabalhadores de empresas privadas e públicas, além de motoristas de transporte de pessoas, como ônibus, táxis e aplicativos.

Na avaliação apresentada no boletim, a letalidade será um dos fatores que vão definir a mudança da covid-19 de pandemia para endemia, quando a doença será considerada parte do cotidiano.

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