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Saúde

Dia Mundial do Câncer: 'Acredite na medicina, trabalhe a paciência e acima tudo confie em Deus'

Conheça a incrível história de Ademir Jose Savegnago (61) que enfrenta o câncer há um ano e cinco meses e nesta sexta-feira(4) completará o processo de Transplante Autólogo de Medula Óssea

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Ademir Jose Savegnago no Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Ademir Jose Savegnago
Por Taiane do Carmo
Foto Arquivo pessoal

Esta é a história de Ademir Jose Savegnago de 61 anos de idade, morador do município de Três Arroios - RS. Quem nos relata essa grande história é sua filha, Graciele Savegnago. Discutindo sobre esta data tão importante na Redação e seu papel, encontramos sua trajetória de força, garra, fé paciência e a união de muitas pessoas que estiveram envolvidas nesse processo da luta contra o câncer.

Para relembrarmos, o dia 4 de fevereiro é o Dia Mundial do Câncer. A data é uma iniciativa global, organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo é aumentar a conscientização e a educação mundial sobre a doença, além de influenciar autoridades e população na realização de ações para seu controle.

Conforme o Instituto Nacional do Câncer o (INCA), é a terceira doença que mais causa mortes no Brasil, ficando atrás apenas da Covid-19 e doenças cardiovasculares.

Como tudo iniciou

Tudo começou em setembro de 2020, quando Ademir sentiu dores nas costas e lombar. Como trabalhava com atividades que exigiam muito esforço, passou alguns dias indo a um massagista e sendo medicado com calmantes.

Depois de um mês, as dores já estavam se tornando rotina e ainda mais intensas. Foi então, que a família procurou um ortopedista. “Realizamos vários exames e em um deles tivemos a constatação de que 10 vértebras da coluna estavam fraturadas. A conclusão, era de que a dor era por isso. Por este motivo, iniciamos um tratamento e contamos com a utilização de um colete ortopédico”, conta Graciele.

Primeira internação

Conforme ela, as dores não cessavam, apenas pioravam. No início de novembro, houve a primeira internação. Dois dias após a alta, Ademir tinha dores ainda mais intensas, juntamente com anemia e caimbra. A família, começou a suspeitar que teria algo a mais. Depois de outros exames realizados no mesmo mês e com atendimento de um médico clínico geral e outro ortopedista, ele foi internado novamente no hospital após uma crise de dor.

 

Diagnóstico

O diagnóstico do pai, foi passado previamente por telefone, onde os médicos concluiram que se tratava de um paciente oncológico.  Após o atendimento por um hematologista e diferentes exames no período de uma semana, veio o diagnóstico: Mieloma Múltiplo - um cancer sem cura, porém tratável  para uma maior sobrevida, o câncer inicia na medula óssea e  agride os ossos.

Tratamento

Graciele nos conta, que o tratamento foi iniciado no mês de dezembro com radioterapias no período de dois meses e com quimioterapias alternadas. “Foi um método de tratamento até julho, e depois, foi necessário alterar em julho para outro mais agressivo a fim de que o  tratamento conseguisse anular as células doentes e ele estar apto a um transplante de médula óssea. Esse procedimento, dá a possibilidade do paciente  com Mieloma Múltiplo, zerar completamente a doença”, explica.

Em dezembro de 2021, após 14 meses de quimioterapia, Ademir se tornou apto ao Transplante Autólogo, um transplante de medula óssea dele, para ele mesmo, onde foi encaminhado ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre. “Foi aí que precisamos de doações de sangue e de plaquetas. Foram 20 doadores e iniciou-se a campanha das doações no mês de dezembro. Fomos com duas turmas à Porto Alegre realizar as doações e conseguimos!”, se emociona a filha.

Doação de plaquetas

Segundo Graciele, a doação de plaquetas é desconhecida e pouco falada, são poucas pessoas que estão aptas a doar sangue e também se tornam candidatas . “Das 23 pessoas que encaminhamos ao banco de sangue de Porto Alegre nenhuma estava apta a coleta de plaquetas, apenas 1% dos doaores de sangue são aptos a doação, mesmo assim continuamos”, explana.

Transplante

No dia 26 de janeiro deste ano, Ademir ficou internado no Hospital das Clínicas de Porto Alegre (referência neste tipo de transplante) no qual ficou por 30 dias. “Inicia-se processos de desintoxicação do corpo, exames para medição de contagem de células, coleta de células tronco  e  quimioterapias de altas doses para eradicar tudo o que ainda resta de "ruim" da doença”, afirma.

De acordo com ela, o transplante será feito nesta sexta-feira (4) com a recolocação das células no organismo. Nesse caso, o paciente passa por um processo de imunidade zero (tudo o que há de ruim acaba e o que há de bom também). “É como reiniciar um computador, a partir desta sexta-feira ele reinicia a vida dele, após a infusao das células no corpo novamente, ele precisará refazer todas as células desde o inicío, como se fosse um recém nascido, além de reestabelecer a imunidade até poder sair do hospital, onde a batalha continua por aproximadamente três meses,” explica emocionada.

Cuidados após transplante

Com muito cuidado, depois de  seis meses e um ano, Ademir poderá tomar todas as vacinas novamente. “Se Deus quiser, meu pai estará apto para uma vida normal, com controles  periódicos  de exames e um complemento mensal de medicação oral e  intravenosa”, frisa.

Quando a família descobriu o câncer, Ademir estava no estágio três da doença. Neste período sua filha Graciele, entrou em contato com diferentes instituições de apoio, que deram muitas informações importanttes sobre o caso. Agora a família pretende  fazer um documentário após todos os procedimentos serem concluídos “Precisamos passar isso às pessoas, para se alertarem ao corpo, entender o que é  normal e  o que não é”, destaca.

Estado atual de Ademir

Atualmente Ademir esta em sua 2ª e última quimioterapia  de altas doses para então nesta sexta-feira 04/02/2022, completar o processo de Transplante Autólogo de Medula Óssea. Depois de todos estes processos, Graciele nos deixa uma mensagem:

“Conheça seu corpo, acredite na Medicina, trabalhe com a paciência  e acima de TUDO  não mais nem menos importante, Confie em Deus . A fé é o impulso para a CURA .Ela não cura, mas mantém a pessoa firme, pode ter certeza disso”, conclui emocionada.

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