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Saúde

Impactos de fim de ano: como está a sua saúde mental?

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“Com autoconhecimento uma pessoa poderá se tornar mais resiliente”, psicóloga Débora Cidade
Por Izabel Seehaber
Foto Arquivo BD

A pergunta acima está diretamente relacionada ao momento vivenciado. Próximo a datas como Natal e Réveillon, tradicionalmente ouve-se falar que, períodos como esse,  mexem ainda mais com a saúde emocional da maioria das pessoas. Isso não é um boato. Quem explica melhor o assunto é a psicóloga de Erechim, Débora Cidade. Ela frisa que esse fato se torna ainda mais evidente nessa fase de pré-retomada, diante de um cenário pandêmico que ainda prossegue, e os sentimentos podem estar ainda mais aflorados. “As festas de fim de ano e a expectativa por rever familiares e amigos, também contribuem para isso, pois muitos estão naquela ânsia de se encontrar novamente, tendo em vista que precisaram ficar muito tempo isolados. Diante disso, é natural uma ansiedade e uma preocupação. Do mesmo modo, há pessoas que perderam entes queridos e isso envolve momentos de tristeza e melancolia”, comenta Débora.

Como lidar com a ansiedade para o Natal e o cansaço de fim de ano?

Na opinião da psicóloga, um importante aliado para equilibrar a saúde mental, são os exercícios físicos, além do ato de organizar uma rotina e desacelerar um pouco a rotina. “É essencial um planejamento sobre o que irá fazer nesses dias de festas, pensando, inclusive, nas decorações e comidas, se vai receber visitas ou viajar. Isso pode ajudar a diminuir um pouco a ansiedade. Outro ponto é fazer coisas prazerosas para renovar as energias, a exemplo da meditação que também faz bem e auxilia na saúde mental”, ressalta a especialista.

Distanciamento social e os reflexos nas relações

Débora salienta que, o distanciamento social, um protocolo imprescindível no enfrentamento à pandemia, também gerou muitos reflexos no bem estar psicológico. “Há muitas pessoas com transtorno de ansiedade, depressão e tristeza em razão da perda de pessoas próximas pela covid. Outro aspecto é o fato de residir longe de seus familiares. Essa preocupação em cuidar, estar perto, afetou muito a saúde mental. Há, também, o caso de idosos que ficaram em casa todo o tempo, se cuidando e desenvolveram a questão do medo de sair em público e ficarem doentes”, comentou, mencionando que, aos poucos, foi sendo trabalhada a questão de retomada, a importância da vacina, do uso de máscara e de todos os outros cuidados que fornecem mais  segurança à coletividade.

Dicas para manter o equilíbrio emocional

Para a psicóloga de Erechim, um dos principais pontos é o autocuidado, o qual inclui a boa alimentação, a prática de atividades físicas, a necessidade de manter um hobby, como por exemplo, viajar, meditar, cozinhar, enfim, dedicar o tempo para algo que lhe der prazer. “Reserve momentos para si, preste mais a atenção nas necessidades, no que lhe faz bem e o que não faz, saiba dizer ‘não’, respeite as limitações e perceba o que agrega ao dia a dia”, enfatiza.

Qual o melhor momento para planejar?

Nesse intervalo entre as festas e o início oficial do ano, muitas pessoas já começam a pensar em metas e desafios para o ano vigente. Mas você sabe qual é o momento mais indicado para planejar os próximos meses? Débora assinala que seria interessante, por volta da metade do mês de janeiro, momento em que muitos já saíram em férias e estão com a mente mais descansada, definir um instante, pegar um papel, uma caneta e fazer uma lista de objetivos e estimar em quanto tempo consegue alcança-los, da maneira que puder. “Essa é uma estratégia interessante e, assim, a pessoa sabe por onde começar e determina que esse é um plano que vai tentar pôr em prática, aos poucos”, orienta.

Caso não esteja bem, busque ajuda profissional

Vale ressaltar que, ao perceber que alguns problemas ou dificuldades em meio a saúde mental, permanecem por um tempo mais prolongado, o ideal é procurar um profissional da área. “É muito importante, no momento que perceber que está com uma ansiedade excessiva, falta de estímulos, entre outros sintomas, procurar uma ajuda psicológica para ter um acompanhamento e manter um autoconhecimento que amplie sua compreensão e permita que você comece a perceber a vida de outras maneiras, de como é possível agir diante de cada ocasião. Com autoconhecimento uma pessoa poderá enfrentar várias situações negativas, mas vai se tornar resiliente. Esse é o ponto alto da terapia, auxiliá-la a lidar com esses momentos”, acrescenta Débora, citando que, se houver estímulo para tentar, todos irão perceber que é fundamental se autoconhecer.

 

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