A edição de 2021 do Gauchão de Futsal marcou a melhor campanha da história do Atlântico no Campeonato Estadual. Foram 26 jogos, 22 vitórias, três empates e apenas uma derrota. A coroação do título veio através dos pênaltis, após um jogo de muita tensão, contra o maior rival, a ACBF- Associação Carlos Barbosa de Futsal. Além da melhor defesa, com 33 gols sofridos, e do melhor ataque, com mais de 130 gols marcados, Suelton, Serginho e Allan foram escolhidos para a seleção dos melhores da competição. O comandante Thiago Raupp, ganhou a premiação de melhor treinador.
Grillo
Fora do segundo jogo da final por suspensão, o fixo Grillo acompanhou atento sob o alambrado. Sentiu o frio da barriga como os demais que estavam na torcida. Com história consolidada em Erechim, Grillo comemorou mais um título com o Verde-Rubro. “Claro que não é onde eu queria estar, do lado de fora da quadra. É a primeira final que fico ausente, uma agonia, uma sensação de impotência difícil de explicar. Mas o título é indiscutível. Fizemos por merecer, apesar dos percalços do final do ano. O Lucas que foi embora e o Barbosinha que saiu na metade da temporada, também fazem parte dessa conquista. A gente se superou e sabíamos que depois do tropeço da Liga Nacional, que merecíamos ter ido mais longe. Fomos corados com esse título gaúcho. Essa equipe não podia passar em branco”.
Suelton
Escolhido o melhor ala direito da competição, Suelton foi importante na final, tentando desequilibrar o jogo na individualidade. Segundo ele, “foram dois jogos iguais como havia sido na Liga. Tivemos a felicidade nos pênaltis, tem que ter qualidade, mas a sorte também conta muito. Deu tudo certo e temos que comemorar. Sobre ser escolhido um dos melhores alas, trabalhamos o ano todo para chegar nesse momento, se doando ao máximo, esse é o merecimento e os meus companheiros com certeza me ajudaram muito”.
Serginho
O pedido de incentivo durante o confronto veio de Serginho, que chegou nesta temporada junto com Thiago Raupp, já tendo trabalhado juntos. O atleta foi o melhor ala esquerdo do Gauchão. Confiante para converter a última penalidade, ouviu seu nome ser gritado em coro pelas arquibancadas e definiu o Galo campeão. “Já havia jogado contra e visto esse ginásio lotado, poder estar do outro lado foi maravilhoso. Acho que é uma das sensações que vou guardar para minha vida inteira. O jogo é luta, assim como foi o primeiro. O Guto pôde fazer o gol que levou para os pênaltis. Acho que o mérito é de todo mundo. Ano que vem estamos aqui de novo e se Deus quiser, conquistaremos mais títulos ano que vem”, desejou.
Guto
A estrela de Guto brilhou. Ao receber oportunidade, entrou para empatar e levar a partida à prorrogação. Ele e outros jovens das categorias de base do clube estiveram juntos com o profissional este ano. Para Guto, ter marcado o gol “é uma sensação muito boa, até o jeito que fui comemorar, a gente chega a se perder, não sabe muito o que fazer. Fui abençoado, fiz o gol e entendo que qualquer um que tivesse feito e que saíssemos com o título, ficaria muito feliz. Nossos colegas fizeram os gols de pênalti e saímos campeões”, ressaltou.
Allan
O capitão Allan, repetiu o feito, como havia sido na última vez que o Galo ganhou. Ele não apenas ergueu a taça, como comandou a equipe dentro de quadra. Ainda venceu os prêmios de melhor fixo do Gauchão e troféu disciplina. O jogador assumiu protagonismo, chegou a Seleção Brasileira, foi referência e se tornou ídolo, fechando sua segunda passagem por Erechim com título.
“Quero agradecer primeiramente aos torcedores, pela festa que fizeram. A sensação é de dever cumprido. Em 2019 saí daqui para buscar novos sonhos e deixei o Atlântico com títulos. Dessa vez não vai diferente. Estou saindo, mas não é um adeus e sim um até breve. Tenho certeza que algum dia voltarei porque aqui é a minha casa, é o clube que eu amo. Todos sabem do tanto que me entrego dentro de quadra a cada partida, independente do adversário, sempre deixo o meu melhor. Esse ano nós escrevemos um livro de uma história linda e a última página tinha que ser de final feliz, como foi”, falou.
Julio Brondani
Em um ano marcado por dificuldades em virtude da pandemia, o presidente do CER Atlântico, Julio Brondani, expressou a felicidade em voltar a ver o ginásio lotado. “A gente está muito feliz com essa conquista, dedicamos aos atletas, comissão técnica, patrocinadores, aos torcedores e a Camisa 6. Principalmente a grande massa Verde-Rubra que juntamente com os nossos associados, construíram essa possibilidade. Estamos muito felizes, encerramos o ano com o maior clássico brasileiro de futsal e o maior jogo de 2021”.
Cladir Dariva
O diretor do Atlântico e presidente da Liga Nacional de Futsal, Cladir João Dariva, enalteceu o evento e a importância dos espectadores para o futsal. “Só pelo clássico, pelo tamanho que tem Atlântico e a ACBF, já é uma felicidade imensa. Com todo esse público voltando ao ginásio, com a necessidade de ter esse calor humano aqui, pela dificuldade que tivemos e pela falta de atletas, foi pura superação. Uma festa magnifica, quem assistiu viu o que é o futsal. É uma retomada. Concluímos a Liga Nacional com sucesso, com uma equipe inédita, o Cascavel. O momento é só de alegria, ainda não caiu a ficha que passamos dois anos fechados, sem poder compartilhar com todos, isso tudo, sem dúvida, é para o torcedor”.