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Saúde

Almofada de conforto: um cuidado extra durante a amamentação

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Ana Caroline de Freitas já sente a importância das almofadas no cuidado da pequena Ana Luísa
Psicóloga, Luana G. Fontanella junto à equipe da Sala de Costura
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

A Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (FHSTE) possui o título de hospital Amigo da Criança, pois mantém em suas rotinas de trabalho, normas e funcionários comprometidos com a meta de apoiar o aleitamento materno. Diversas são as ações promovidas com esse foco. A mais recente, implementada há cerca de 20 dias e chamada de almofada de conforto, surgiu a partir da união de esforços dos próprios colaboradores e reflete em bem-estar e segurança para as mamães e seus bebês.

Como surgiu a ideia?

A idealizadora do projeto, a técnica de Enfermagem, Cristiane Marks Brzostek, trabalha há 15 anos no Hospital Santa Terezinha. Ela afirma que muitas vezes observa, junto a equipe do berçário, as dificuldades das mães para sentar, se acomodar e posicionar os bebês devido a dor, tanto no parto normal como na cesariana. “Auxiliamos elas na questão de colocar o bebê para sugar para que, tanto mãe como recém-nascido, fiquem confortáveis. Já havia solicitado há algum tempo para que, se possível, fosse buscada uma alternativa que contribuísse nesse cuidado. Após uma conversa com a psicóloga Luana, que está sempre buscando possibilidades de melhorias para o hospital e de ajuda aos pacientes, tivemos êxito na proposta”, ressalta.

Luana compartilhou a sugestão de Cristiane com as enfermeiras Marlei Anhaia e Taise Vieiro, que prontamente apoiaram a causa e contribuíram na elaboração da almofada.

Cristiane explica que as mães precisam se manter com a coluna de forma adequada para que o seio fique colocado corretamente na boca do bebê. “Muitas vezes elas estão cansadas, com dor nos braços, no abdômen, e, com isso, a almofada da amamentação proporciona uma elevação do recém-nascido, para que ele fique melhor posicionado na altura do seio materno. Isso também vale para a almofada quadrada que, ao ser colocada nas costas, possibilita com que a mãe esteja mais ereta e menos curvada, o que reflete em mais saúde e bem-estar”, destaca, citando que as mães gostaram bastante da ideia.

A técnica de Enfermagem reforça que toda equipe trabalha para que os resultados sejam os melhores possíveis, que os bebês sejam alimentados na forma ideal e tenham condições de criar um vínculo ainda maior com as mães.

‘Um trabalho em equipe’

A psicóloga da instituição, Luana Gasparetto Fontanella foi quem intermediou o processo de desenvolvimento. Para ela, é muito gratificante fazer algumas práticas para deixar os pacientes bem e mais confortáveis. “Uma almofada, algo aparentemente tão simples mas que possibilita esse cuidado extra às mães. A ideia foi crescendo aos poucos. O melhor de tudo é ver as crianças e as mães aconchegadas nesse período que é tão delicado para elas, sejam na ala de cuidados intermediários ou na UTI Neonatal. Um trabalho em equipe, de pessoas que se ajudaram e construíram um projeto em benefícios dos usuários da casa de saúde”, ressalta.

Luana salienta, ainda, que no que se refere à saúde emocional, quando a mãe está confortável na hora da amamentação, ela consegue ficar mais tranquila e assim, todo processo fica melhor, com alívio de dores e stress.

Criatividade e talento

Karin Bortolotto é uma das responsáveis por desenhar, cortar e costurar as almofadas. Ela e as colegas pensam em cada detalhe e usam a criatividade para colocar em prática a ideia sugerida. “Para mim é um orgulho e um desafio. Gosto muito do que faço, ainda mais quando um trabalho envolve crianças. Isso mexe ainda mais conosco e com a vontade de contribuir de alguma maneira”, pontua.

O processo é minucioso e exige talento. As costureiras do hospital aproveitaram alguns tecidos que já estavam na Sala de Costura, colocaram fibra, para ficar mais confortável para o bebê e o plástico, que facilita no momento da higienização e torna a almofada um item seguro. Outro aspecto foi a personalização e uso de tecidos com ursinhos e personagens de desenhos animados. “Alguns materiais foram obtidos por meio de doações”, completa.

Até o momento foram produzidas em torno de 12 almofadas e a ideia é ampliar a produção. Em paralelo, a rotina de trabalho é intensa no setor. “Fizemos tudo, corte, modelagem, costura e reformas. Muitas pessoas não sabem do nosso trabalho e acham que é realizado fora. Confeccionamos vários itens, de diferentes setores, contribuindo, inclusive, em ações sociais, como as capinhas de super-heróis dos bebês prematuros e botas de Papai Noel”, comenta Karin.

Um item que se tornou um aliado

A erechinense, Ana Caroline de Freitas, de 22 anos, já sente a importância das almofadas no cuidado da pequena Ana Luísa, sua segunda filha. “Ficou muito mais confortável e nos ajuda nesse momento, tanto na questão da coluna como diretamente na amamentação. Quando nasceu a minha outra filha, ainda não havia as almofadas no hospital, mas agora sim, se tornou mais prático para nós, tanto que após usá-las aqui, resolvi comprar uma para ter em casa”, enfatiza.

O Hospital Santa Terezinha, referência regional na prestação de serviço público em saúde, registra cerca de 90 nascimentos por mês.

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