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Saúde

Saúde mental: amplo debate com foco na promoção da qualidade de vida

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O seminário reúne profissionais de saúde do município, pesquisadores e autoridades
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Três dias de debate e compartilhamento de informações e experiências com o olhar direcionado para o tema: ‘Saúde mental em tempos de pandemia’. Assim está organizada a sétima edição do Encontro Municipal de Atenção Psicossocial de Saúde. O evento promovido pela Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria de Saúde, teve início nesta terça-feira (7) e prossegue até quinta-feira, no São de Atos da URI.

Entre as linhas de trabalho, a discussão que vise o fortalecimento, a ampliação e qualificação ainda mais expressiva das ações de saúde mental na chamada rede de cuidado intersetorial, que envolve, por exemplo, áreas como Saúde e Educação.

Um dos desafios é absorver as demandas decorrentes dos impactos da pandemia, bem como dimensioná-las, para prestar suporte pontual, atendendo orientações além de concentrar informações para subsidiar as estratégias de cuidado a ser oferecido no período de transição pós-pandemia.

O seminário reúne profissionais de saúde do município, pesquisadores, autoridades, a exemplo do vice-prefeito de Erechim, Flávio Tirello, e lideranças locais.

A diretora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Erechim, Juliana Deboni Conci, frisou que a pandemia do Coronavírus trouxe muitos desafios para a saúde pública, como um todo. “A Secretaria de Saúde organizou esse trabalho e propomos quatro frentes de atuação para enfrentamento dessa fase desafiadora, à curtíssimo, médio e longo prazo. A primeira ação foi a busca ativa desses pacientes que ficaram isolados em função das medidas restritivas; a segunda, o fortalecimento da rede intersetorial com as ações de articulação entre as secretarias de Educação e Assistência Social; a terceira frente foi a contratação de oficineiros para os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para ampliar as possibilidades de tratamento e a quarta é o encontro dos profissionais. Entendemos que o enfrentamento pela arte, esporte, fortalece a adesão pelos pacientes, sobretudo os mais graves”, pontuou.

Nesta quarta-feira serão debatidas as estratégias para propor o tratamento e como não medicalizar sofrimentos naturais desse momento tão difícil. No último dia o pensamento será voltado à infância e reflexões como: o que estamos construindo e deixando para as próximas gerações? Além disso, uma oportunidade para traçar ações de planejamento na saúde pública. “Percebemos um aumento na demanda de pessoas que antes acessavam os serviços privados de saúde e agora estão pelo SUS. Isso faz com que tenhamos a necessidade de ampliar as possibilidades de tratamento. Ao mesmo tempo, percebemos que estão chegando muitos pacientes com casos que não são graves. Eles prosseguem seus trabalhos, suas atividades, mas estão adoecidos em razão desse momento”, observa.

É preciso fortalecer os trabalhos

No turno da manhã, o médico psiquiatra, Dr. Walter Ferreira de Oliveira, realizou a sua explanação, salientando que nunca se falou tanto em saúde mental em todo o País, e, ao mesmo tempo, na sua opinião, pouco tem sido feito em âmbito nacional. “Os governos devem investir ao máximo para que as pessoas não cheguem ao hospital. O pensamento deve ser voltado à saúde e não à doença”, afirmou ao enaltecer a importância Sistema Único de Saúde, indispensável para lidar e enfrentar períodos tão desafiadores como o pandêmico. “Mesmo com alguns pontos precários, conseguimos ajudar as pessoas. Precisamos fortalecer essas práticas”, completou.

Atenção psicossocial se faz de forma intersetorial

Na avaliação da psicóloga que atua na 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, Vanessa Algeri, as atividades são muito importantes pois considera que as equipes precisam estar em constante educação em saúde. “Esse momento dedicado especialmente para fazer uma escuta e uma capacitação, além de ouvir um outro profissional, é fundamental para se repensar processo de trabalho e qualificar as práticas em saúde mental”, comentou. Vanessa citou que, nesse ano, um dos diferenciais do evento é que contempla, além das equipes especializadas de saúde mental, os profissionais de Assistência Social e Educação. “Entendemos que a atenção psicossocial só se faz de forma intersetorial. Desse modo, precisamos discutir em conjunto, com todos os setores e dispositivos do território, para qualificar as equipes e, por sua vez, o cuidado e atendimento dos usuários, pensando não somente em tratamento, mas em promoção de saúde mental”, ressaltou.

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