O mês de dezembro, tradicionalmente, sempre foi marcado por um clima de expectativas, entusiasmo e reflexão. Desde o ano passado, esse período teve ainda, muitas incertezas e medos, em razão da pandemia causada pelo Coronavírus.
Em 2020, no momento das festividades, a exemplo do Natal, muitas pessoas adequaram suas reuniões com os familiares ou permaneceram no distanciamento para acompanhar a evolução – no anseio por uma melhora rápida no quadro – em meio a um período tão desafiador vivenciado no âmbito da saúde pública.
Nesse ano, diante de um cenário diferenciado, com o andamento da Campanha de Imunização e o reflexo de indicadores mais otimistas, várias famílias programam uma confraternização um pouco mais tranquila e, inclusive, viagens.
Ao passo que os números provocam um certo alento, vale ressaltar que, no contexto mundial, há novas preocupações em razão da descoberta de uma nova cepa, a Ômicron, originária da África, que já registrou um caso confirmado no Rio Grande do Sul. Desse modo, manter a atenção e os cuidados tão preconizados ao longo desses 21 meses, é um gesto essencial durante o encontro com quem mais amamos. A mensagem é reforçada pelo integrante do Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), Jackson Arpini. “Vencemos períodos muito difíceis, estamos retomando uma certa “normalidade” e acredito que possamos depositar mais uma “força-tarefa”. O entendimento é que devemos seguir de forma coletiva, com reciprocidade, adotando as medidas preconizadas e tudo o que estiver ao nosso alcance para que não percamos tudo o que conquistamos”, reitera.
Segundo Jackson, como vivemos em um mundo globalizado, há de se considerar toda a questão dos aeroportos, dos portos e do deslocamento das pessoas, sendo que essa variante recém descoberta já está em todos os continentes e na sexta-feira confirmou o primeiro caso no Estado. Trata-se de uma mulher residente em Santa Cruz do Sul, que voltou de viagem da África do Sul na última semana. Ela está em isolamento domiciliar e acompanhada pela vigilância em saúde do município. A paciente foi vacinada com duas doses de vacina contra a covid-19, e chegou a ter febre. Os contactantes também serão testados para a doença.
Também há confirmações em São Paulo, Brasília, além de casos suspeitos no Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O representante do Comitê da Amau salienta, também, que ainda não há confirmações em relação aos graus de letalidade, transmissibilidade e também a efetividade e eficácia dos imunizantes frente a esse novo cenário. “Acompanhamos inúmeros desdobramentos na Europa, um número expressivo de casos ativos, alguns retrocessos nas questões de combate a pandemia e algumas autoridades já estão pensando na obrigatoriedade da vacinação para 2022. Diante disso tudo, temos que observar as regras que estão postas. Sempre tenho dito que as medidas precipitadas, quando nos referimos ao processo pandêmico, podem trazer reflexos negativos. Por essa razão, sempre sustentei que devemos manter o uso da máscara de proteção individual, a higienização das mãos e uso do álcool em gel, além de evitar aglomerações ou exageros. É preciso lembrar que estamos diante do temido e traiçoeiro Coronavírus”, destaca Jackson.
Segundo ele, fica o recado e esse é o entendimento do comitê: devemos observar todos os protocolos para que não tenhamos um retrocesso. “Considerando que estamos atravessando um melhor momento, em comparação a outras fases, com poucos casos ativos, baixo índice de internação hospitalar e, felizmente, uma redução expressiva no número de óbitos, fica o chamamento a todas as pessoas para que realizem a sua imunização por completo: primeira e segunda dose, posteriormente, as que puderem fazer a dose de reforço, que atendam a essa regra o mais breve possível”, orienta.
O mapa regional mais recente, publicado na sexta-feira (3), sinaliza que a região está com 35 casos ativos (pessoas com o vírus em período de transmissão). Em Erechim, há 11 casos.
No que se refere às hospitalizações, até o fechamento desta edição havia três pessoas nas UTI’s Covid dos hospitais de referência regional – Fundação Hospitalar Santa Terezinha e Hospital de Caridade.