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Saúde

Venda de antidepressivos cresce e especialista alerta

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Professor Luiz Carlos Chicota
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Medicamentos psicotrópicos, psicofármacos ou fármacos psicoativos, também conhecidos como itens com receituário especial. Eles envolvem desde antidepressivos, ansiolíticos, entre outros, que registram um aumento expressivo de venda.

A avaliação é do professor do curso de Farmácia da URI Erechim, Luís Carlos Chicota, que relata: momentos de stress, a pressão do dia a dia, preocupações excessivas, medos, entre outras situações, podem levar a alguns problemas de saúde e muitas pessoas estão buscando com mais frequência os serviços de saúde relacionados à saúde mental. Nesse sentido, ele reforça o alerta quanto ao uso crescente de alguns produtos. “Os farmacêuticos sempre devem orientar, pois são medicamentos que podem levar à dependência. Além disso, é sugerido que não sejam ingeridas bebidas alcóolicas durante o tratamento, pois pode haver um desvio de comportamento mais acentuado. É necessário sempre apresentar prescrição médica e seguir adequadamente todas as explicações do especialista”, relata.

Controle pela Anvisa

Segundo o docente da URI, vale ressaltar que todo psicotrópico está relacionado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que realiza o controle efetivo dos itens. É por meio da diferenciação dos receituários médicos que se controla a prescrição e a compra adequada do remédio.

Vendas pela Internet

Do mesmo modo, a venda on-line, também deve observar regras específicas e há muitos debates em andamento. A RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) 357/2020, norma do Ministério da Saúde, autoriza a entrega em casa de medicamentos sujeitos a controle especial apenas durante o período em que o Ministério da Saúde mantiver emergência em saúde pública por conta da pandemia do Coronavírus. “Participei, recentemente, de um encontro do Conselho Regional de Farmácia onde foi reforçada a importância de haver um cuidado redobrado no momento da entrega do medicamento à residência do paciente. “Durante a pandemia foi permitido que o motoboy, por exemplo, faça a entrega do produto, a conferência da receita e assine o documento. Na sequência, ele deve ser entregue à farmácia pelo profissional. Após a pandemia, os profissionais devem realizar a entrega normal e encaminhar o receituário para o farmacêutico responsável avaliá-la. Somente após isso o medicamento é liberado ao consumidor”, explica Chicota, que destaca, ainda, a importância do bom senso das pessoas e o cuidado na administração de medicamentos que, ao passo que são aliados nos tratamentos e à qualidade de vida, em determinados quadros, podem causar reações adversas. “Desse modo, a dosagem, a continuidade dos tratamentos (evitando a parada repentina) e muitos outros aspectos, não podem ser deixados de lado”, enfatiza.

Saiba mais sobre o assunto

Dados do Conselho Federal de Farmácias mostram que quase 100 milhões de caixas de medicamentos controlados foram vendidas em todo o ano de 2020. Um salto de 17% se comparado a 2019.

Na mesma linha, um levantamento realizado no Brasil pelo Farmácias APP sinaliza que os antidepressivos são os medicamentos mais vendidos no ramo farmacêutico. Os remédios estiveram no topo da lista de vendas no primeiro semestre deste ano em farmácias e drogarias.

 

 

 

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