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Saúde

Municípios registram novos surtos da síndrome mão-pé-boca

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A doença pode causar lesões, principalmente na região das mãos, pés e na cavidade oral
Pediatra Fernando Ferri
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Uma doença contagiosa, ocasionada pelo vírus Coxsackie, de uma família de vírus que habita o trato gastrointestinal. Assim é a conhecida síndrome mão-pé-boca, que registra alguns surtos em municípios da região. A exemplo, estão Marcelino Ramos e Erval Grande onde foram confirmados diagnósticos há cerca de dois meses e em Getúlio Vargas, há 20 dias. Os mais recentes envolvem nove alunos do ensino maternal em Áurea. Conforme a secretária de Educação, Leise Olszewski Pomagerski, as crianças que tem entre sete meses e três anos e 11 meses, apresentaram sintomas comuns à doença, tais como febre, bolinhas na boca, nas mãos e pés. Elas estão em recuperação em casa. “Nesses dias, seguindo a orientação dos profissionais de saúde do hospital, também será realizada a dedetização e reforço na higienização dos espaços da escola. Não será necessário interromper as aulas”, comenta Leise.

De acordo com a secretária de Saúde de Jacutinga e representante dos secretários municipais da pasta no Conselho de Secretarias Municipais de Saúde – Cosems RS, Valdirene Fátima Ramme Foletto, em Severiano de Almeida também há alguns casos sendo monitorados. “Os surtos estão ocorrendo mas não em todos os municípios ao mesmo tempo. Em Jacutinga, por enquanto não foi registrada a doença nesse ano e seguimos acompanhando o Alto Uruguai e as medidas de prevenção e cuidado”, pontua.

Em Erechim, conforme a prefeitura, foram registradas quatro suspeitas de surtos de Síndrome Mão Pé Boca. “Os casos em investigação seguem em monitoramento, alguns casos aguardando resultados de outros exames para análise. Não tivemos informação de internação hospitalar”, informa.

Como a doença se manifesta?

O médico pediatra de Erechim, Fernando Ferri, alerta que a doença pode causar lesões, principalmente na região das mãos, pés e na cavidade oral, assim como em regiões genitais, em algumas situações. “O quadro normalmente inicia com febre por três a cinco dias e, após esse período, surgem alguns sinais na pele, os quais são bastante dolorosos, e por vezes, quando estão localizadas na boca, a criança fica com muita dificuldade para se alimentar e engolir”, explica.

De acordo com o especialista, é importante sempre manter a criança bem hidratada, que ela faça a ingestão de líquidos, principalmente gelados. Do mesmo modo, a sugestão é seguir uma alimentação mais branda. “Em algumas situações da pele, a criança pode coçar muito a pele o que pode levar a algumas infecções secundárias. Vale a atenção redobrada”, orienta.

Como detectar?

O diagnóstico é essencialmente clínico. “Por meio do exame físico é possível obter o diagnóstico sem mais complexidades e não há necessidade de fazer coleta das lesões ou exame de sangue”, acrescenta Fernando.

Como tratar?

O tratamento, conforme o pediatra, basicamente consiste no uso de analgésicos, anti-inflamatórios e antialérgicos. Vale ressaltar que a criança pode transmitir por um período de até quatro semanas após o início dos sintomas, por isso, uma medida essencial é evitar levar o pequeno que está doente para a escola, pois a transmissão acontece de pessoa para pessoa, direta ou indiretamente. Os indivíduos infectados podem transmitir o vírus nas fezes ou por secreções respiratórias.

Fique atento à prevenção

Medidas de higiene, especialmente após a troca das fraldas, são recomendadas para diminuir o risco de transmissão. Além disso, devem ser tomadas precauções com desinfecção de superfícies, de objetos e de utensílios utilizados pelas crianças que estão doentes.

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