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Economia

Gasolina ultrapassa os R$ 7: Taxistas veem profissão cada vez mais difícil com aumentos e pouca clientela

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Ademir de Quadros: “Está cada dia mais difícil trabalhar. Sobra muito pouco para os motoristas”
Marcos Eduardo Luccas: “Vejo que daqui um tempo vamos ter que arrumar uma outra atividade para compl
Por Leandro Zanotto
Foto Leandro Zanotto

Quem precisou abastecer na manhã de ontem (26) nos postos de Erechim, tomou mais um susto no bolso. O valor da gasolina comum ultrapassava os R$ 7,00 na região central da cidade. O ajuste da Petrobrás nas refinarias entre 9% para diesel e 7% para gasolina, fez o preço dos combustíveis subirem entre R$ 0,15 a R$ 0,25 centavos em menos de 24 horas.

A notícia do aumento foi recebida com preocupação principalmente por quem precisa do carro para trabalhar, como por exemplo os taxistas. A reportagem do Bom Dia, percorreu a cidade e conversou com vários profissionais do setor, que mesmo com o retorno das atividades de indústria, comércio e serviços, colocando mais pessoas nas ruas, somada a diminuição de casos de covid-19, veem ainda sua clientela baixa.

Preocupação

No ponto de táxi da Rua Itália, trabalham os taxistas, Marcos Eduardo Luccas - 11 anos na profissão - e Ademir de Quadros, mais de 30 anos como motorista na área. Ambos estão preocupados com situação atual. “Está cada dia mais difícil trabalhar. Sobra muito pouco para os motoristas. O combustível leva a maior parte, cerca de 40% e a manutenção do carro mais 30%, ou seja, não sobra muito para viver”, destaca Ademir.

Baixa clientela

No momento que a reportagem esteve no ponto, por volta das 11 horas da manhã o movimento de pedestres e veículos era intenso, mas os taxis seguiam parados aguardando passageiros. “A gente consegue se manter atualmente na profissão por que tem uma clientela, mas ela não aumentou, segue a mesma dos últimos anos”, explica Marcos Eduardo.

Mudança de profissão

Segundo os taxistas a média diária de trabalho chega a 15 horas. Sobre mudar de profissão, se os preços seguirem aumentando, Marcos Eduardo, disse que ainda não pensa na possibilidade, mas está de olho no futuro: “Vejo que daqui um tempo vamos ter que arrumar uma outra atividade para complementar e poder manter as contas”, pontua.

Ajuste na tarifa

Para os motoristas uma possibilidade de melhorar e incentivar a sequência dos transportes, seria o ajuste da tarifa que varia entre as cidades. Em Erechim o valor é de R$ 4,20 a chamada e R$ 2.50 o km rodado: “Já fazem seis anos que este valor não é reajustado, acredito que devido a situação essa questão precisaria ser revista pelo poder público, pois está tudo aumentando”, ressalta Marcos Eduardo.

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