Há 25 anos na estrada, o cicloviajante Antônio Rogério do Nascimento, passou por Erechim na última quinta-feira (21) e foi recebido pelo grupo de ciclistas Pé no Pedal.
Conhecido pelos amigos como “Neguinho do Asfalto”, Rogério nasceu cego, paralítico e com deficiência pulmonar e renal. Perdeu a mãe no parto e aos 10 anos recebeu um transplante de córneas e um marca-passo no coração, que o condicionaram a enxergar e caminhar. A partir daí, em 1991, iniciou uma jornada de 30 anos pedalando, cumprindo promessa para Nossa Senhora Aparecida.
Restando cinco anos para concluir seu objetivo, ganhou uma tatuagem da santa protetora, um presente de amigos que fez em Erechim. Depois de encerrar sua missão, o cicloviajante deseja escrever um livro sobre sua história. “Tenho mais de cinco pastas, com 6.350 comprovantes de prefeituras por onde passei.
Todos os cantos
O mato-grossense de Corumbá, já percorreu as América do Sul e Central, além dos quatro cantos do Brasil. Por suas contas, diz ter pedalado 200 mil km. São 18 países incluindo Peru, Venezuela, Equador, Colômbia, Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Guiana Francesa, Panamá, Guatemala, México, Angola, Moçambique, Luanda, Senegal e Haiti.
Reconhecimento
Segundo ele, a ajuda que recebe é fundamental. “Tem muita gente que reconhece, principalmente caminhoneiros, tem muitos que param na estrada e conversam comigo. Muitas pessoas me param na rua e mais ainda os grupos de ciclistas, eles ajudam muito. Conheço todo o Brasil, já vi muita coisa por aí. Fiquei surpreso porque visitei uma prefeitura de uma cidade em São Paulo, que fez uma ciclovia com o meu nome. Jamais havia pensado em ver isso”, expressou Neguinho.