Na quarta-feira (6), o Grêmio viu pela terceira vez em sequência a possibilidade de sair da zona de rebaixamento escorregar pelos dedos. O time foi em busca de uma reação, mas acabou tendo dificuldades e não conseguiu superar o Cuiabá, ficando no empate em 2 a 2. O resultado adverso, deixou a equipe na 17° colocação, com 23 pontos e o comando técnico passou a ser pressionado.
Os comandados do treinador Luiz Felipe Scolari lutaram até o fim para conquistar importantes três pontos contra o Cuiabá. Ainda que atrás do marcador, o grupo se empenhou para chegar ao empate, mas a vitória não veio. Felipão, na entrevista coletiva, expressou a vontade de todos em voltar a vencer.
Na próxima rodada, o clube gaúcho tem mais um confronto direto na parte de baixo da tabela, quando vai até São Paulo, enfrentar o Santos. O jogo está marcado para domingo (10), às 16h, na Vila Belmiro.
Tempo
"Penso que para o Grêmio se recuperar totalmente é com o tempo. É uma transição. Fizemos bom jogo no segundo tempo, com mudanças e tivemos grandes chances de vitória. Tomamos gols em momentos estratégicos que fazem com que a gente deixe de ter jogadas simples. Se eu tivesse que dizer alguma coisa, eu diria parabéns pelo resultado. Saíram duas vezes atrás e foram buscar o resultado. Tiveram um esforço grande. Dentro desse esforço, eu vejo coisas boas. Uma dedicação especial para buscar. Temos possibilidades e vamos até o fim. Hoje tivemos um desempenho e um brio melhor do que o jogo contra o Sport. Acredito que foi um bom jogo no sentido geral”.
Cafajeste
O técnico foi perguntado sobre problemas internos no vestiário e discussões para mudança na postura dentro de campo e disse que as informações não procedem. “Primeiro lugar, isso é mentira. Segundo lugar, quem passa esse tipo de coisa para vocês, que tem esse tipo de atitude, é um cafajeste. Nós não tivemos em nenhum momento uma situação diferente de todas as que presenciei em 50 anos. Ou seja, o técnico vai, faz sua palestra, deixa os atletas conversarem, pois tivemos um problema de relacionamento no jogo contra o Sport, e voltamos, ouvimos algumas colocações. Determinamos que em algumas situações poderíamos fazer isso e para outras, aquilo. Quem passa isso para vocês é um mentiroso, cafajeste”, enfatizou.
Respostas positivas
O desgosto da torcida ficou evidente na saída do estádio, quando o público presente, que apoiou durante os noventa minutos, deixou a Arena inconformado. Felipão, embora questionado sobre a capacidade de estabelecer uma retomada na competição, garantiu que o trabalho contínuo, dará repostas positivas. “Podemos fazer aquilo que tenho dito: trabalhar, corrigir e sair desta situação. Temos condições para isso. Mas se as informações saem de lá de dentro, não posso fazer nada. Só posso trabalhar com meu grupo de jogadores e ver se isso não influencia em nada o nosso relacionamento. É o que tenho dito até agora. Escutem a palavra, trabalhem e vamos buscar os resultados entre nós. Ajuda de fora nós não vamos ter. Não acontece nada comigo, com o nosso grupo que não vamos trabalhar para modificar o que temos que modificar”, expôs.