Teve início ontem (1º), a campanha nacional de multivacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. O objetivo da estratégia é colocar em dia as doses que possam estar em atraso.
Conforme a responsável pelo setor de Imunizações da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Florisa Grzybowski, a pandemia de covid-19 interferiu na procura pelas doses de rotina, no entanto, a maioria dos municípios apresenta índices positivos de cobertura vacinal. “O mês de outubro é voltado especialmente a esse público. Frisamos a importância de os adolescentes procurarem as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) para conferir se está tudo certo com a caderneta de vacinação, sendo que o Dia D a nível nacional será em 16/10”, destaca, citando que houve períodos em que as pessoas estavam com mais receio de procurar o serviço de saúde em razão da covid-19, no entanto, neste momento, com a vacinação e o seguimento de todos os demais protocolos sanitários, é essencial essa retomada e cuidado permanente da saúde, com foco na prevenção.
Controles efetivos
Florisa explica que cada município desenvolve a própria estratégia para organizar a campanha, que pode envolver busca ativa ou abertura das unidades para que as pessoas possam ver a situação vacinal. “Como há vários municípios que têm grupos de Estratégia Saúde da Família, é uma grande vantagem, pois assim, conseguem acesso ao número de crianças e quantas estão vacinadas, um controle ainda mais efetivo. Por isso, é possível dizer que a região não possui muitos casos de atraso vacinal. Vale ressaltar que, quanto maior a população, pode haver alguma dificuldade nessa busca ativa, o que não gera um impacto muito expressivo, sendo que maioria dos cidadãos mantém as carteirinhas atualizadas”, salienta.
De acordo com a responsável pelas imunizações, no que se refere aos percentuais deste ano em relação a vacinação regional, alguns tipos de imunizantes já atingiram índices de 50% a 60% de cobertura vacinal, números expressivos, considerando que ainda vivenciamos um cenário pandêmico.
Uma curiosidade, pontua Florisa, é a diminuição da procura pela dose BCG, o que pode ser reflexo da diminuição de nascimentos registrada no Alto Uruguai.
A 11ª CRS recebeu as doses para a multivacinação, as quais já estão sendo retiradas pelas secretarias municipais de Saúde.
Realidade no Estado
Em âmbito de Estado, dados da Secretaria da Saúde (SES) sinalizam que houve uma queda acentuada das vacinações em 2020. Conforme o órgão estadual, isso amplia a possibilidade de algumas doenças, consideradas erradicadas, voltarem a circular, ou, ainda, aquelas que vinham com baixos índices, aumentar, em especial pelo momento atual, de gradativa retomada das atividades e retorno às escolas.
Riscos em relação à pólio
Uma das ameaças é a volta da pólio (ou poliomielite), também conhecida como paralisia infantil, doença causada por um vírus que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes contaminadas ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes. O último caso de poliomielite registrado nas Américas ocorreu no Peru, em 1991, e o continente americano recebeu o Certificado de Eliminação do Poliovírus Selvagem em 1994. No Brasil, o último caso confirmado ocorreu na Paraíba em 1989 e no Rio Grande do Sul em 1983, em Santa Maria.
A campanha de multivacinação tem previsão de prosseguir até o dia 29 deste mês.
Sobre as vacinas
Ao todo, o calendário de vacinação prevê 14 tipos de vacinas até os sete anos de idade e outras oito até os 15 anos, fora as que ocorrem em campanhas específicas, como a da gripe e da covid-19. Mais de 2 milhões de pessoas no Estado fazem parte desse grupo de menores de 15 anos.
Confira as vacinas que estão disponíveis nos postos da região: BCG, Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba), Tetraviral (Sarampo, rubéola, caxumba, varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).