A região de Erechim (R16) apresenta um momento mais favorável no que diz respeito aos indicadores da pandemia.
Nesta sexta-feira (24), os boletins dos hospitais e da Prefeitura de Erechim, e o mapa divulgado pelo Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau) sinalizaram que houve uma nova diminuição tanto no número de casos ativos (pessoas com o vírus no período de transmissão), internações, como de mortes.
16 municípios zeraram o número de casos ativos
Conforme uma das ilustrações, dos 34 municípios da região de abrangência, 16 zeraram o número de casos ativos (Itatiba do Sul, Barra do Rio Azul, Aratiba, Mariano Moro, Severiano de Almeida, Marcelino Ramos, Cruzaltense, São Valentim, Ponte Preta, Quatro Irmãos, Ipiranga do Sul, Erebango, Charrua, Floriano Peixoto, Centenário e Carlos Gomes) e sete apresentam apenas um caso ativo (Faxinalzinho, Benjamin Constant do Sul, Jacutinga, Paulo Bento, Estação, Sertão e Viadutos).
Erechim, com maior número de habitantes, está com 56; Erval Grande registra 15; Nonoai e Gaurama, 10; Entre Rios do Sul, 8; Rio dos Índios, Campinas do Sul e Getúlio Vargas, 6; Barão de Cotegipe, 5; Áurea, 3; e Três Arroios, 2.
Outro ponto de destaque é que o município de Erechim, até hoje, está há 23 dias sem registrar óbitos por complicações causadas pelo Coronavírus. Do mesmo modo, a região 16, segundo o Governo do Estado, prossegue com a taxa mais baixa de letalidade do Rio Grande do Sul.
Avaliação
Na opinião do integrante do Comitê da Amau, Jackson Arpini, o cenário é mais otimista, mas ainda exige cautela. “Em um universo de 240 mil habitantes, outro aspecto é o baixo índice da ocupação de leitos. Entre todos os hospitais do Alto Uruguai, há 11 pessoas internadas, sendo que no Hospital Santa Terezinha são quatro (dois na UTI e dois na Unidade Clínica); e no Hospital de Caridade – HC – há 1 paciente na Unidade Clínica e nenhum na UTI. Vários fatores estão atrelados a esses indicadores, entre os quais está a crescente imunização, o que nos coloca entre as três regiões com melhores resultados. Nesse momento contemplamos a faixa dos adolescentes e, ao mesmo tempo, acontece a aplicação da terceira dose (reforço) nos idosos”, relata.
Segundo o integrante do Comitê da Amau, há alguns casos de resistência quanto a procura pelo imunizante, no entanto, há um trabalho conjunto de sensibilização sobre a importância da vacina.
Arpini reforça, ainda, que tudo está sendo monitorado e não há espaço para descuidos. “Em que pese os números, ainda estamos diante do temido Coronavírus e qualquer descuido pode levar a um retrocesso. Diante disso, contamos com a continuidade da colaboração de toda sociedade, principalmente na manutenção dos protocolos como uso de máscara, álcool gel e distanciamento social”, orienta.
Solicitação
Por fim, Jackson adianta que foi encaminhado um ofício ao Comitê Estadual, solicitando informações sobre a realização de eventos religiosos com público. “Ainda não obtivemos retorno. O que sabemos é que há uma previsão de novas flexibilizações a partir de outubro, mas não há definições sobre como será a abrangência”, acrescenta.