O Caldeirão do Galo recebe na noite do próximo sábado (18), às 19h, a partida entre Atlântico e AVF – Atlético Vacaria de Futsal, válida pelo Gauchão, e que será marcada pelo retorno dos torcedores ao ginásio, após mais de 550 dias.
Com a liderança absoluta do grupo A e 40 pontos conquistados, o Galo quer fazer história nesta edição da competição. Sem perder nenhum jogo e empatado apenas um, o objetivo é ter ao lado a sua grande companheira, a torcida verde-rubro.
Para o duelo de sábado, o clube se organizou visando cumprir de forma rigorosa todas as medidas sanitárias. A capacidade permitida será de 40% da capacidade do ginásio, que corresponde a 800 pessoas. Os ingressos já estão à disposição da comunidade.
Algumas cidades já colocaram em vigor o decreto estadual que liberou o público e já tiveram o apoio do torcedor em seus jogos como mandantes, no Gauchão. O Atlântico enfrentou a Uruguaianense, a Sercesa e o Passo Fundo, com público presente. Para o fixo Allan, mesmo que o apoio fosse do rival, foi contagiante.
Público deu show
“O momento do hino emocionou todos nós. Os jogadores pararam de cantar e a torcida continuou. Eu brinquei que se a intenção era nos intimidar, acabaram por deixar mais animados. Nós também estávamos com saudade disso, independentemente de ser contra ou a favor, deu mais vontade ainda de entrar em quadra, e fizemos uma bela partida. O atleta de verdade gosta de ter espectadores vendo o espetáculo. O público deu um show”, expressa Allan.
O esporte é isso
Segundo Jé, a comemoração valeu para os dois lados. “Se a torcida rival começa a criticar, tento dar a resposta. Depois vai ter que aturar porque vou dar um gás maior para vencer. Eu acho legal essa provocação. Sentíamos tanta falta disso, que qualquer coisa vale. Acho que faz parte do espetáculo, o esporte é isso”, comenta.
Picanha sem sal
O pivô lamentou o período sem torcedores e diz estar com grande expectativa por reencontrá-los no Caldeirão do Galo. “A gente estava comendo uma picanha sem sal. Com o silêncio no ginásio, tinha que tirar o algo a mais de onde não tinha. Olhar para o lado de fora e não ter nenhum torcedor, é ruim. Já jogado com casa cheia em outras cidades, agora será a nossa vez. Estamos ansiosos para receber a nossa galera”, manifesta Jé.