Esta quinta-feira, 16 de setembro, é marcada pelo Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose. A data foi instituída pela Lei nº 12.629/2.012 e tem como principais objetivos aumentar a conscientização sobre a doença.
Ao considerar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta global de reduzir em 25% o número de mortes prematuras por doenças não infecciosas até 2025, é fundamental focar em medidas para redução de problemas como a trombose.
O médico cirurgião vascular de Erechim, Cezar Luiz Assoni, destaca que a data reforça a importância do tema e de orientar a população sobre as medidas que podem auxiliar a prevenir o problema.
Assoni explica que a trombose venosa é a formação de um coágulo dentro da veia, o qual demonstra que algo não está bem no organismo e precisa ser previamente identificado. “Alguns fatores que podem tornar uma pessoa predisposta a desenvolvê-la, seriam: obesidade, sedentarismo, uso de alguns medicamentos (anticoncepcionais - em algumas situações), questões genéticas, condições como a trombofilia, entre outros”, comenta o médico de Erechim.
Conforme o especialista, vale uma atenção especial, considerando os danos que a trombose provoca na perna, por exemplo, como também, as complicações a exemplo da embolia pulmonar – quando o coágulo se desprende, migra pela corrente sanguínea e se aloja nos vasos sanguíneos do pulmão - que pode levar à morte súbita. Esse coágulo bloqueia a artéria pulmonar, restringindo o fluxo de sangue nos pulmões.
Sintomas
O cirurgião vascular salienta que a trombose venosa profunda pode se apresentar de forma silenciosa ou, ainda, com sintomas. “Quando a doença atinge a perna, que é o tipo mais comum, em torno de 80 a 90%, a panturrilha pode ficar endurecida, dolorosa e com formação de edema e inchaço na perna. Da mesma forma, os pacientes relatam dor ao colocar o pé no chão e ao fazer a dorsiflexão do pé”, esclarece, citando que as tromboses podem atingir diferentes faixas etárias, sendo mais comum nas idades mais avançadas. “Contudo, os jovens também podem ser acometidos pela doença”, alerta.
Aumento de diagnósticos
Com a pandemia, assinala Dr. Assoni, houve um aumento de diagnósticos de trombose venosa profunda e arterial. “No caso do primeiro tipo, muitas pessoas que necessitaram de internação e intubação, ficando muito tempo imobilizadas, se tornaram mais predispostas a desenvolver o problema. Outros pacientes apresentam dores que podem ser musculares ou, ainda, relacionadas a uma trombose”, comenta.
Sobre as varizes, o que deve ser cuidado?
As varizes já podem sinalizar algo que merece atenção redobrada. “É uma doença em que os vasos sanguíneos começam a dilatar e fica salientes na pele, não desempenhando sua função no sistema circulatório com eficiência. Isso predispõe à formação de coágulos. Desse modo, quem possui varizes, deve ter um cuidado e acompanhamento de um médico para evitar complicações”, ressalta o especialista.
No mesmo grupo estão as varicoses. São veias finas mas que já sinalizam para varizes. “Portanto, muito além da questão estética, por vezes geram dor, e isso pode ser tratado. Assim, o melhor é realizar uma avaliação”, acrescenta.
Uma das formas de prevenir complicações é com a cirurgia de varizes ou outro tipo de tratamento disponível. “Tais medidas podem evitar uma tromboflebite superficial, uma trombose profunda ou flebites e ulceras varicosas”, afirma.
Opções de tratamento para varizes
Há várias possibilidades de tratamento e toda opção deve ser discutida entre o paciente com seu médico. “Pode ser feito por meio do uso de meia elástica; com o uso de espuma, chamado de ablação de veias – indicado para pessoas com varizes superficiais; escleroterapia, entre outros, que melhoram tanto a parte estética como funcional”, pontua.
No caso das cirurgias, elas podem ser feitas no modo tradicional, que já é usado há muitos anos, ou também com a fibra de laser e a radiofrequência.
Foco na prevenção
Quando o foco é prevenção, uma das alternativas aliadas é a prática regular de exercícios físicos. “É essencial. Sempre digo para meus pacientes: ao invés de tomar remédios para dor, caminhe, respeitando suas condições e o melhor tempo. As caminhadas podem ser o melhor exercício para a circulação do sangue. Vale ressaltar que temos um “coração” periférico na panturrilha. Por isso, a atenção deve ser intensificada e é imprescindível evitar posições imóveis por muito tempo e aumento de peso”, enfatiza.
Segundo o médico, outro ponto importante é que os pacientes diagnosticados com trombose, permaneçam com seus tratamentos para evitar uma recidiva da doença.