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Esportes

Goleada reacende desconfiança sobre reação no Brasileirão

O Grêmio foi goleado pelo Flamengo no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, na noite de quarta-feira (25) e voltou a despertar a desconfiança do torcedor sobre uma reação no Campeonato Brasileiro.

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Técnico Felipão assumiu toda a responsabilidade pelo resultado vexatório
Por Redação
Foto Alexandre Vidal / Flamengo

O placar de 4 a 0 configurou a maior derrota sofrida pelo clube porto-alegrense dentro da Arena e deve culminar na terceira eliminação do Tricolor em competições nesta temporada, já que havia caído fora da fase preliminar da Libertadores e também da Copa Sul-Americana.

O time comandado por Luiz Felipe Scolari sucumbiu diante dos cariocas comandados por Renato Portaluppi, especialmente no segundo tempo, quando saíram todos os gols e o time carioca estava com um jogador a menos. 

Diante do resultado desastroso, questionamentos sobre a capacidade e o psicológico do grupo para superar situações de adversidades, fora e dentro de campo, na tentativa do clube de em sair da zona do rebaixamento.

Pelo Brasileirão, o próximo desafio será no sábado (28), contra o Corinthians, às 21h na Arena. Na 17ª colocação, com 16 pontos, o time está há dois de sair do Z4. 

 

Assumindo a culpa

Na coletiva após a derrota, o técnico Felipão assumiu a responsabilidade pelas escolhas que acabaram não dando resultado. “A culpa é minha, fui eu quem escalei e troquei. Se existe alguém culpado, sou eu. É normal, sou o treinador, faço as minhas escolhas, bem ou mal, mas as faço. Penso em mudar uma situação de jogo. Às vezes dá certo e outras vezes não e assumo total responsabilidade”, admitiu.

 

Time desaba após sofrer o gol

Segundo o treinador, o time sentiu após sofrer o primeiro gol e revelou que a equipe carioca foi melhor na etapa complementar. “O que determinou o nosso fracasso foi o primeiro gol do Flamengo. Não costumamos tomar, temos um posicionamento muito bom. Foi um momento de distração. O adversário foi infinitamente superior. Perdendo o jogo era preciso fazer algumas modificações, mas não conseguimos mudar o cenário. Nós os deixamos jogar e não construímos mais nada”, destacou.

 

Tentativa de mudanças

Jogando com um a mais, Felipão foi ousado e retirou os volantes, com objetivo de dar agressividade ao time, para vencer o confronto. A execução fracassou e teve como preço a goleada. Para ele, “o que fez pensar que poderíamos fazer algo diferente era porque tínhamos uma vantagem numérica e podíamos fazer algo diferente com os jogadores que entraram. O efeito não foi o que imaginávamos. Corremos o risco, mas com a intenção de fazer dar certo, com base naquilo que treinamos”, disse o técnico.

 

Mudança de espírito para retomada

“Temos que estar totalmente inconformados, mas a partir de amanhã vamos viver a nossa realidade. O jogo contra o Corinthians é importante. O Brasileirão é primordial para nós. Não que a Copa do Brasil não fosse, mas deixamos a desejar e praticamente estamos fora. Precisamos melhorar todo o nosso espírito até sábado e voltarmos a ter aquele foco nos últimos jogos. Não podemos nos deixarmos contaminar com esse momento ruim dos últimos 45 minutos”, enfatizou, ressaltando o bom desempenho no primeiro tempo.

 

Hermann foca no psicológico

O vice de futebol, Marcos Hermann, manifestou muita preocupação com a questão psicológica dos atletas depois do baque. Segundo ele, “se encara o momento com realismo. A Copa do Brasil se tornou inviável e retomaremos o Brasileirão com absoluta prioridade, pelas razões óbvias. O nosso grande desafio agora é recuperar o anímico. É preciso lembrar que fizemos quatro boas partidas anteriores e um bom primeiro tempo. Todos têm que ter certeza disso. Não podemos desanimar”, expôs na coletiva.

 

O nosso elenco tem qualidade

O vice destacou que será trabalhado insistentemente para que a confiança seja reestabelecida no vestiário gremista, que para ele, compreende jogadores de muita qualidade. “A minha preocupação é com o anímico e não com a qualidade. O futebol estava fluindo bem com as duas vitórias. Não vamos botar tudo que foi construído fora, não vou deixar que aconteça isso. O Luiz Felipe e a comissão técnica não vão deixar. Os profissionais vão animar a turma. São capazes e não tem porque fazer terra arrasada. Será preciso se organizar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, comunicou.

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