O Grêmio conquistou na noite de quarta-feira (18), um resultado crucial para suas pretensões de permanência na elite do futebol nacional. O time de Porto Alegre venceu o Cuiabá, por 1 a 0, na Arena Pantanal, em partida atrasada da 5° rodada do Campeonato Brasileiro. A distância entre o atual vice lanterna, o Tricolor, para os mato-grossenses, primeiros colocados fora do Z4, passou a ser de quatro pontos.
Após o desafogo, o vice de futebol, Marcos Herrmann, falou na entrevista coletiva que há condições de estabelecer uma recuperação e sair da zona de rebaixamento. Se o desempenho em algum aspecto possa ser questionado, Herrmann preferiu destacar que o mais importante no duelo, era somar três pontos. “Na situação em que estamos, o que interessa é ganhar. É muito importante dar a volta por cima, ganhar e somar três pontos. Temos na sequência, jogos difíceis e uma oportunidade boa de solidificar esse caminho de arranque. É isso que temos que fazer e espero que façamos”, disse o dirigente.
Pressão
O ambiente de pressão foi entendido de forma natural pelo vice de futebol. Segundo ele, “é normal e legítimo que o torcedor se manifeste. Em muitos momentos, eu mesmo não gostei dos resultados e protestei. O que me deixa chateado é quando citam coisas que não houveram. O episódio do aniversário do Paulo Miranda, foi privado, com esposas e filhos. Se deu a entender que foi uma festa de madrugada em um pagode. Colocam a torcida contra os jogadores. Nós temos que trabalhar com a pressão e sairemos dessa apenas com as vitórias”, entendeu.
Jogo contra o São Paulo
O período adverso enfrentado pela equipe foi marcado pela derrota para o São Paulo no Morumbi, sacramentada nos últimos instantes, que colocaram dúvidas quanto a possibilidade de reversão da situação imposta na zona de rebaixamento. Para Herrmann, “as primeiras 24h depois do jogo contra o São Paulo foram muito frustrantes, o clima do vestiário foi uma tristeza bárbara. Há duas semanas atrás, sucumbimos em Bragança Paulista, onde merecemos perder também. Temos o direito de sofrer o resultado, mas em um primeiro momento. O nosso grupo tem ‘vergonha na cara’. Estamos trocando a roda com o carro andando. Os reforços estão mostrando contribuição. É preciso construir a casa a partir de tijolo por tijolo. Temos que ter convicção naquilo que estamos fazendo”, manifestou.