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Saúde

Agentes de saúde contribuem na busca ativa em prol da vacinação

Secretária de Saúde de Jacutinga e representante dos secretários municipais da pasta no Cosems RS, Valdirene Foletto, avalia a fase atual da pandemia, os impactos a partir da imunização e afirma: “Só não vacinamos quando não temos doses”

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Municípios não medem esforços para imunizar a população
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Na noite de quarta-feira (4), o governo do RS comunicou que fez a revisão das previsões de vacinação da população gaúcha e, considerando o ritmo de imunização dos municípios e o anúncio de envio de doses pelo Ministério da Saúde, acredita ser possível imunizar todos que tenham mais de 18 anos ainda durante o mês de agosto – a expectativa anterior era até 7 de setembro.

A secretária de Saúde de Jacutinga e representante dos secretários municipais da pasta no Conselho de Secretarias Municipais de Saúde – Cosems RS, Valdirene Fátima Ramme Foletto, afirma, em entrevista ao Bom Dia, que isso é algo que todos os municípios querem que aconteça o quanto antes. “Percebemos que já estamos colhendo os frutos da imunização quando observamos os indicadores referentes às internações hospitalares que diminuíram muito”, destaca.

Ao mesmo tempo, ressalta Valdirene, muitas pessoas que estão testando positivo para a covid-19 nos municípios, não estão apresentando tantas complicações. “Elas estão conseguindo fazer o tratamento em casa e sem a necessidade de internação. Acreditamos que isso se refere diretamente pela vacina. Quanto maior o número de pessoas vacinadas, menores serão as consequências que o vírus pode causar”, salienta a secretária.

Na espera por mais doses

Conforme a secretária de Saúde, agora o momento é de aguardo pelo repasse de mais doses. “O governo do Estado recebe um quantitativo do Ministério da Saúde ou a notícia de que virá uma remessa expressiva para o RS. Com isso, é feita a estimativa, como a atual de vacinar toda a população até o fim de agosto. Se recebermos um quantitativo para imunizar todos os munícipes, temos a certeza de que isso irá se concretizar”, reitera, citando que isso não está acontecendo agora. “Recentemente Jacutinga recebeu 30 doses. O município é pequeno, porém, com esse quantitativo não é possível avançar de faixa etária”, pontua.

Busca ativa

No que se refere a busca ativa, na avaliação de Valdirene esse processo é muito mais fácil nos municípios pequenos, no comparativo com os de maior porte.

Ela reforça que há uma ajuda expressiva dos agentes comunitários, os quais têm aquele contato direto com a população. “Aqui, entregamos a lista da faixa etária das pessoas que temos cadastradas na Unidade Básica de Saúde e os agentes fazem o contato com essas pessoas para encaminhar a imunização. Também são promovidas ações de drive thru no dia seguinte ao recebimento das vacinas”, explica.

Esforços permanentes

Valdirene aproveita para mencionar que, a entidade a qual representa, não concorda com a premiação que o Governo do RS promove em relação a qual município vacina mais. “Só não vacinamos quando não temos doses. Na nossa região, não há municípios com vacina estocada. Só não avançamos de maneira ainda maior, porque não estamos recebendo doses. Sabemos que hoje o Estado recebeu mais imunizantes contra a covid-19 e esperamos que nesta sexta-feira poderemos receber novas remessas”, enfatiza.

De acordo com a secretária, todos os municípios não estão medindo esforços para imunizar a população para que, em um futuro próximo, possamos ter a grande parcela da população até os 18 anos, vacinada, para retornar a uma certa “normalidade” da rotina diária. “Que possamos nos sentir mais seguros em relação a esses problemas que o Coronavírus causa há 1 ano e meio. Temos a certeza de que, assim que recebermos as doses, elas estarão no braço de cada cidadão, pois é de conhecimento e de comum acordo entre os profissionais de saúde, que vacina que faz bem é aquela que chega até as pessoas”, frisa.

Do mesmo modo, Valdirene enaltece que as equipes estão trabalhando muito para prestar todo o serviço que a população necessita. “Somente fica sem vacina, quem está com o exame positivo para o Coronavírus, um familiar que teve contato ou, ainda, quem não pode ir à UBS naquele dia, mas em outro momento já faz o agendamento e recebe a dose”, acrescenta.

Em agosto, o Rio Grande do Sul projeta receber do Ministério da Saúde 1.703.000 doses de imunizantes da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac para primeira e segunda doses.

 

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