Na noite de terça-feira (03), após o Grêmio encaminhar sua classificação para as quartas de final da Copa do Brasil sobre o Vitória, o treinador Luiz Felipe Scolari desabafou sobre as barreiras que vem enfrentando frente ao clube gaúcho. Além de jogadores importantes no departamento médico, as negociações parecem apresentar dificuldades para efetivamente serem concretizadas e novos reforços possam chegar à Porto Alegre.
Partida normal
Sobre o confronto com o Vitória, Felipão destacou que a postura cômoda de seus comandados nos 90 minutos, foi concordante com o resultado construído no primeiro jogo. “A partida se desenvolveu de uma forma normal de quando um time está perdendo por três a zero e vai tentar se recuperar, abrindo mais espaços e expondo alguns erros. Acredito que foi equilibrado, trabalhamos a bola, mas com alguns problemas nas finalizações”, analisou.
Ambiente
“É normal, temos uma evolução de grupo muito boa. Uma equipe trabalhando e sendo modificada em algumas questões, como a forma de trabalhar. Encontramos algumas situações que houveram modificações porque trabalhamos de outra forma. Passamos os detalhes a todos os atletas e estamos aprimorando nesses dias em que estamos aqui”, disse Felipão.
Interesse em comum
Com um quadro turbulento na tabela e com problemas extracampo que se multiplicam, a dúvida da capacidade de recuperação do time contra o rebaixamento recai sobre o comandante. Segundo Felipão, “o grupo tem o sentimento vontade e dedicação. Mas como em qualquer empresa ou grupo, existem interesses. Buscamos canalizar os interesses para o nosso Grêmio. Se não for assim, não vamos aceitar. Tanto faz se for A, B ou C, vamos deixando de lado e focar o que queremos”, enfatizou.
Eu tenho o Grêmio no coração
“Quem quiser permanecer tem que ser sabedor que estamos enfrentando dificuldades. Todos os esforços precisam ser canalizados para sairmos desse cenário. Outros interesses, quando chegarem na minha mão, vou decidir pelo clube. Eu tenho o Grêmio no coração, se for pelo escudo e estiver na minha condição, eu o farei. A minha comissão fará. Se não for assim, teremos que tomar outras decisões”, admitiu.