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“Vamos juntos até o fim”, garante técnico Júnior Rocha

Em entrevista para o programa Virando o Jogo, da TV Bom Dia, o treinador do Ypiranga, Júnior Rocha, pôs fim às especulações de que poderia estar deixando o clube de Erechim.

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Técnico do Ypiranga, Júnior Rocha
Por Redação
Foto Giramundos.BR

Apresentando excelente desempenho na Série C, o técnico vê seu time com a melhor campanha e ataque da competição e descartou qualquer possibilidade de deixar o Canarinho nesta temporada.

Na tarde de quinta-feira (15), no Programa Virando o Jogo, ele comentou sobre o momento extraordinário vivido no Brasileirão e expressou o desejo de colocar o clube no segundo patamar do cenário nacional. Júnior também falou sobre a experiência de estar à frente, de forma proficiente, do projeto de acesso do time auriverde.

Faltando duas partidas para o fim do primeiro turno do campeonato, o técnico destacou o foco do trabalho diário para concluir esta etapa de maneira afirmativa. O gaúcho de São Leopoldo, revelou que sua primeira passagem como técnico no Estado está sendo essa.

 

Primeiro clube no sul

“Meu primeiro clube aqui no Sul como treinador está sendo o Ypiranga. A nossa preparação é apenas de um jeito, focar muito em qualquer circunstância, dando o ‘101%’. É no trabalho do dia a dia que tudo acontece. O jogo é a consequência. Todos compraram a ideia de deixar seus objetivos pessoais de lado para ajudar o clube. Sabemos que cumprindo isso, chegaremos onde tanto sonhamos. O Ypiranga de Erechim será o grande trampolim para cada um encaminhar seus objetivos futuramente. Espero trabalhar em uma equipe de Série A, voltar a uma de Série B e quero que seja no Ypiranga, com o tão sonhado acesso”.

 

Melhor grupo que já trabalhei

Com equipes que transitam entre as divisões no Brasil, a dificuldade de cada duelo é elevada na Série C, contra camisas de peso e renome. “Essa é a Série C mais difícil de todos os tempos. Estamos colhendo os resultados e muito felizes. Temos um trabalho em equipe, não consigo fazer nada sozinho. Nós da comissão técnica temos uma sincronia muito boa. Precisamos sempre tirar muito dos atletas, jamais deixar o nível cair. Sempre com comprometimento diário. Sem medo de errar, posso dizer que foi o melhor grupo em que trabalhei nestes oito anos como treinador. Prova disso é ter perdido nomes individuais e as reposições estarem respondendo. As peças que vieram e as que já estavam aqui, estão dando conta”.

 

Mesmo objetivo

“Aqui é um clube que tem promovido muitos atletas. Quando cheguei, todos me falaram que a visibilidade é muito grande. O ambiente de trabalho aqui é muito bom. O clube cumpre com as suas obrigações. Essas saídas servem também como motivação para quem está aqui, para serem premiados com grandes oportunidades no futuro e ascender. Todos estão vivenciando isso. Hoje, temos chamado a atenção pela campanha, mas com certeza não sairão mais jogadores porque eles buscam cumprir com um objetivo em comum”, indicou.

 

Bom retrospecto

No próximo domingo (18), o Ypiranga enfrenta o Ituano, fora de casa. Mesmo que o retrospecto contra os times paulistas seja positivo, superando os três embates realizados, Júnior frisou que a gana de vencer deve ser a mesma. “Não é porque ganhamos dos outros paulistas que vamos mudar a postura, organização, intensidade e forma de jogar. É briga direta pelas primeiras posições. Eles vêm de quatro vitórias seguidas. O que vamos fazer é se dedicar da mesma forma. Colocar o máximo dentro de campo. Temos as nossas virtudes e qualidades, sempre respeitando o Ituano. Quem assistir verá um grande jogo. O presidente sempre me pergunta, como está sendo o dia a dia? Eu digo, está maravilhoso. Será mais uma boa partida, vamos buscar os três pontos. Nossos departamentos funcionam como um relógio. Não temos ninguém no Departamento Médico, eles têm sido fundamentais para o nosso desempenho. Está sendo formidável”, ressaltou.

 

Júnior Rocha garante permanência

Sobre uma suposta proposta do futebol paranaense, Júnior respondeu de forma direta que não pretende sair do clube nesta temporada. “Meu único desejo é fazer com que o Ypiranga de Erechim suba para a Série B. Diante disso, não preciso responder mais nada. A questão de assédio, haverá em razão do que estamos apresentando. Toda a diretoria sabe, desde quando fiz minha primeira entrevista, que sigo uma linha só, que é dar o máximo de mim, juntamente com a colaboração de todos. Independente de convite ou proposta. Não tem porque sair, deixar o trabalho pela metade. Não existe nada, não chegou nada até mim. Se chegasse, falo com toda a certeza, que vamos juntos até o fim. Vamos curtir esse momento juntos e se tudo der certo, seremos coroados”.

 

Ataque de defesa em equilíbrio

Depois do desenrolar do Estadual, com andamento da competição nacional, mudanças no grupo de jogadores, a manutenção da ideia de jogo acabou passando por modificações até chegar próxima ao ideal. Segundo Júnior, “o DNA era ofensivo desde que cheguei. Os números eram ruins defensivamente, a equipe tomava muitos gols e a vulnerabilidade era grande. O desafio era continuar com o DNA, mas ter uma organização sólida defensivamente. Todos compraram a ideia. Quando se monta um modelo defensivo, com foco, às vezes cai a parte ofensiva. Nos organizamos e resolvemos os problemas. Hoje, temos o melhor ataque e de forma equilibrada chegamos neste nível. Espero que a gente tome menos gols ainda, o treinamento dessa semana teve esse foco”, explanou.

 

Absoluta intensidade nos treinos

“Saber sofrer é uma gíria provocante, entretanto, é preciso saber jogar com e sem a bola. Precisamos sofrer o menos possível. Os atletas correspondem a altura do que temos pedido. A diferença dos que se classificam ou rebaixam na Série C, é muito pequena. Qualquer deslize pode nos deixar fora do G4 na próxima rodada. A preparação não pode baixar nunca, tem que ser como a competição pede. Não posso perder um treino e dar um rachão, tem que ser com muita intensidade. Não dá para piscar. É maluco o quanto nos esforçamos. Ontem, conversei com meu colega: como esses ‘caras’ treinam. Brinquei se daríamos conta na nossa época. É muito treino no tiro de meta, arremesso lateral, aperto lá em cima, como correr com a bola. O futebol mudou, todos precisam saber o que fazer dentro de campo. A parte cognitiva é excepcional. Nós corrigimos a partir da tecnologia e os resultados vêm por intermédio disso, é absolutamente gratificante”, exprimiu.

 

Vamos levar o Ypiranga à Série B

Com altivez, Júnior manifestou o desejo em conquistar o acesso e agradeceu a todos que o receberam de braços abertos no Canário. “Fora do Estádio e dos treinamentos, buscamos ser simples e o futebol não é difícil. Espero sempre ser justo com quem merece. Agradeço a todos que me receberam muito bem. Vibramos juntos a cada ponto e carrinho do atleta no gramado. Espero que isso perdure por muito tempo nessa relação. Vamos levar o Ypiranga à Série B”, desejou.        

 

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