A pandemia de covid-19 elevou alguns números que já eram preocupantes, antes mesmo desse período desafiador. Um deles refere-se aos exames: conforme levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), foi apontada a queda de 75% na realização de mamografias em 2020.
O médico radiologista de Erechim, Aldo Paza Junior, comenta que o cenário é preocupante. Ao mesmo tempo, o especialista alerta sobre a importância da continuidade da realização da mamografia, respeitando somente o intervalo indicado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e a Sociedade Brasileira de Mastologia: uma semana antes à aplicação da dose ou quatro semanas após, para evitar a reação inflamatória causada pelo imunizante, o que pode interferir no diagnóstico.
Uma das reações comuns à vacina contra a covid-19, bem como outras, é a linfonodopatgia axilar, que não pode ser confundida com um nódulo. A Sociedade Brasileira de Mastologia explica que a vacina é a inoculação de uma partícula que gera um processo inflamatório, podendo causar reação local e regional. Isso ocorre devido a uma inflamação dos linfonodos, que é percebida horas após a vacinação, quando o braço fica vermelho, duro e inchado. Como a vacina é aplicada no braço, isso pode se refletir na axila ou na região cervical, surgindo “caroços” nessas regiões. “É uma resposta normal do organismo e a tendência é que desapareça em menos de 30 dias”, destaca Dr. Aldo.
O especialista em Radiologia enfatiza que é essencial a manutenção das consultas de rotina, exames, entre outros procedimentos. “Devem ser observados todos os cuidados, inclusive de prevenção ao Coronavírus, contudo, é de fundamental importância que as pessoas não deixem de fazer a mamografia, pois a demora no diagnóstico, pode, até mesmo, retardar as chances de tratamento ou o êxito na recuperação”, observa o médico, reforçando que a vacina contra a covid-19 não produz doenças e, caso seja percebida alguma alteração, mesmo no período em que foi realizada a imunização, o ideal é que seja procurado um serviço de saúde, com o máximo de urgência.
Saiba mais:
Outras vacinas, como a do sarampo e a da influenza, que provocam uma resposta imune forte como a do sarampo e a da influenza podem gerar a mesma reação. Portanto, a SBM destaca a importância de respeitar o intervalo de quatro semanas. Se a paciente não puder esperar o tempo recomendado, deve informar ao radiologista e ao médico que a acompanha.