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Esportes

Os reflexos do Gre-Nal 433

Na tarde de sábado (10), Internacional e Grêmio mediram forças em duelo que acabou sem nenhum vencedor

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Clássico na Arena terminou sem gols
Por Redação
Foto Lucas Uebel/Grêmio

O clássico colocou frente a frente duas equipes em má fase e teve reflexos para os dois lados. O Tricolor, com Luiz Felipe Scolari voltando para tentar arrumar a casa e o Colorado sob o comando de Aguirre, na busca de uma recuperação na competição. Apesar do placar ter se mantido nulo, o goleiro Gabriel Chapecó foi quem brilhou e salvou Felipão de um início em cenário mais crítico do que o estabelecido atualmente no clube.

 

Internacional 

O Internacional foi o melhor em campo, com chances claras de gols, que ficaram nas mãos do goleiro Chapecó. Embora a vitória não tenha sido concretizada, a boa atuação espantou o sentimento ruim após o confronto contra o São Paulo, onde o time esteve absolutamente envolvido pelo adversário que poderia ter aplicado uma goleada.

Com o importante retorno do meio-campo Taison e o lateral-esquerdo Moisés, que estavam lesionados, os comandados de Diego Aguirre, conseguiram apresentar um bom futebol. Na avaliação do treinador, que falou em coletiva, a volta destes titulares foi fundamental, bem como os que estavam cumprindo suspensão, como o meia Edenílson e o zagueiro Cuesta.

 

Fico frustrado, merecíamos vencer

“Não sei se foi o nosso melhor jogo. Gostei muito do time contra a Chapecoense. A volta do Taison, Moisés, Cuesta e Edenílson, fizeram a diferença. São jogadores titulares, isso explica um pouco a melhora do time. Fizemos um bom jogo, melhoramos bastante e jogadores que estavam fora puderam jogar. Óbvio que eu fico frustrado, pois merecíamos vencer o jogo”, destacou Aguirre.

 

Mudança na linha defensiva

Segundo o uruguaio, o rendimento contra o rival foi bom. Além disso, Aguirre frisou a importância do zagueiro Bruno Méndez no confronto. “Não fomos bem nos últimos jogos e precisamos vencer em casa, para voltarmos a ter tranquilidade. Méndez jogou bem, ajudou muito. Fico feliz. Temos que entender que mudamos toda nossa linha defensiva. Saravia e Moisés também voltaram. Acho que muitos fatores influenciaram na mudança, em relação ao jogo contra o São Paulo”, analisou.

 

É isso que estamos construindo

O presidente do clube, Alessandro Barcellos, observou o jogo como Aguire, destacando que a atuação de jovens com os mais veteranos é o alvo. “Deveríamos ter vencido. Temos bons reforços que estão dando conta. O Bruno Méndez fez uma partida importante. Essa gestão, com mescla de jogadores mais experientes com aqueles mais jovens, vai colocar o Internacional para frente. É isso que estamos construindo, vamos voltar ao rumo das conquistas”, falou Barcellos.

 

Provocação

Fazendo referência à última posição na tabela de classificação do Grêmio, o presidente Barcellos até ousou uma pequena provocação. “Nós olhamos para frente, não olhamos para trás. Até porque não estamos lá atrás. Tem gente que não tem nem para onde olhar, porque não tem ninguém atrás. Estamos buscando olhar para frente para chegar lá em cima”.

 

Grêmio 

A situação do Grêmio no Brasileirão é péssima, configurando-se a pior campanha do clube na história dos pontos corridos. O técnico Luiz Felipe Scolari, acabou tendo apenas um dia para treinar a equipe antes do clássico e não quis correr riscos, mantendo a mesma base de time que atuava com seu antecessor. O lateral-esquerdo Cortez assumiu posição, Fernando Henrique no meio e Alisson na ponta-direita, foram as novidades.

O técnico, reconheceu que o goleiro Chapecó teve uma atuação impecável. Para Felipão, o tempo não foi suficiente para conseguir aplicar muitas modificações na equipe, no entanto, disse na coletiva, acreditar que taticamente o time pode dar retorno rapidamente.

 

Situação delicada

“A situação é delicada, todos nós sabemos disso e os jogadores principalmente. O mais importante é que tivemos alma, dedicação, defesas espetaculares do nosso goleiro, que eu já conhecia desde 2015. Estamos em dificuldade, mas não podemos de um dia para o outro fazer nada de diferente do que foi feito hoje, sem dar o primeiro passo. Para que a equipe tenha uma forma de jogar que todos sejam bem identificados precisamos trabalhar. Não tive oportunidade de treinar, nós só conversamos com eles. Vamos fazer muita taticamente. A superação acontecerá, mas será devagar”, expôs Felipão.  

 

Estamos em crise? Sim

O vice de futebol do Grêmio, Marcos Herrmann, analisou o jogo de forma positiva, levando em conta o momento turbulento. “O Felipão armou um time extremamente competitivo. Estamos em crise? Sim. Não podemos pretender jogar um futebol brilhante, temos que nos equilibrar, estabilizar e a partir daí, começarmos a jogar bem. Esperamos fazer um campeonato condizente com o nome do clube. Estou satisfeito, pelas circunstâncias que estamos, embora não seja o melhor, nos dá uma certa estabilidade”, manifestou.   

 

Chapecó

O goleiro Gabriel Chapecó, após uma bela atuação no embate, responsável por quatro importantes intervenções, exprimiu sua felicidade em coletiva na segunda-feira (12). “Fico muito feliz pela atuação que tive, infelizmente não saímos com a vitória. Temos que pensar em dar um passo de cada vez, sabemos que a situação não é muito fácil. O ano passado não foi fácil para mim, fiquei muito tempo fora, lesionado, foram oito meses. Agradeço muito a todos que me ajudaram na recuperação e pela confiança em me dar a chance de jogar agora. Claro que depende do professor e o que eles acham, mas continuo trabalhando para quando tiver a oportunidade, poder corresponder a altura”, disse o jovem arqueiro.

 

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