O Grêmio perdeu para o Atlético-GO no domingo (4) e a crise que já rondava a Arena, se agravou. A nova derrota manteve o time na lanterna do Campeonato Brasileiro e culminou na saída do técnico Tiago Nunes
Além do treinador, se despediram seus companheiros de comissão técnica, os auxiliares Kelly Guimarães e Evandro Fornari, além do analista de desempenho, Pedro Sotero. A decisão já havia sido previamente manifestada pela direção, após a derrota para o Juventude na quarta-feira (30), onde o presidente Romildo Bolzan Jr., havia dito que “ou vencemos um jogo, ou começamos de novo o trabalho”. O ultimato foi imposto e ele acabou não conseguindo reverter o quadro. Tiago Nunes, que já havia passado pelas categorias de base do clube, se despediu com 72 dias no cargo e dois títulos conquistados, o do Campeonato Estadual, sobre o Internacional, e da Recopa Gaúcha, em cima do Santa Cruz.
Falta de resultados
O trabalho do treinador foi interrompido pela falta de resultados no Campeonato Brasileiro. Em 21 pontos disputados, conquistou apenas dois e aprofundou a equipe na lanterna da competição. Além do péssimo início no Brasileirão, caracterizando a pior campanha do clube na ‘era dos pontos corridos’ do campeonato, Tiago também teve um retrospecto ruim em toda a sua passagem. Em 20 jogos frente ao comando técnico, venceu 10 jogos, empatou cinco e perdeu cinco, tendo sido estas últimas derrotas no Nacional. O aproveitamento foi de 58,3 %.
Despedida de Tiago Nunes
Com o término da partida de domingo (4), não houve demora para tomada de decisão da direção. Logo em seguida, o vice de futebol Marcos Herrmann, juntamente com Tiago Nunes, expressou a decisão conjunta da despedida. Tiago agradeceu a todos e desculpou-se com a torcida por não ter tido êxito. “Neste momento venho em forma de agradecimento à direção, aos funcionários, ao grupo de atletas pelo empenho, carinho, lealdade que fomos tratados (comissão técnica), desde o primeiro dia que chegamos. Agradeço aos torcedores, que mesmo com esse momento ruim que a equipe atravessa, ainda tem muitas pessoas apoiando e acreditando. O Grêmio é muito grande, uma equipe mundial que com certeza irá passar por esta fase difícil”, manifestou.
Substituto
Após a decisão da saída de Tiago Nunes, alguns nomes para assumir o posto começaram a ganhar força internamente, mas diversos questionamentos começaram a surgir quanto ao futuro do Grêmio, que nesta semana enfrenta o Palmeiras, em São Paulo, e disputa o clássico Gre-Nal, no sábado (9), para enfim brigar por vaga com a LDU de Quito, nas oitavas de final da Sul-Americana.
“O perfil nós temos, mas o nome ainda não. Nós temos um perfil sim, que tenha profunda identificação com o clube e o Felipão pode ser uma opção. Mas não sabemos se ele tem interesse. Teríamos que perguntar para ele”, revelou o vice de futebol, Marcos Herrmann.
Volta de Renato
Sobre uma possível volta de Renato, Herrmann disse que “não sabemos se ele quer voltar para o Grêmio, temos que fazer um tema de casa primeiro, discutir entre nós e fazer o convite a quem acharmos que poderá nos ajudar neste momento”.
O vice disse acreditar firmemente no grupo de atletas e que nenhum deles deixou de lutar pelo resultado e buscar a reversão da crise. “O plantel tem que manter a mesma postura, no vestiário a colaboração e a disciplina é inquestionável”, declarou Herrmann.
Velho conhecido
Na segunda-feira (5), houve uma reunião entre os membros do conselho de gestão do clube para decidir os possíveis nomes para assumir o comando técnico. O nome de Luiz Felipe Scolari é forte entre os demais, porém, os bastidores dão conta de que não há consenso entre todos os integrantes do alto escalão do clube. Segundo seu empresário, Jorge Machado, que falou à GZH, “seria um prazer para Felipão retornar, ele trabalharia no Grêmio com certeza. Mas nenhum contato foi feito até o momento”, revelou. Até o termino desta edição, o Grêmio ainda não havia anunciado seu novo técnico.