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Saúde

Aumenta a procura por terapias de recuperação da voz, olfato e paladar

Alternativas fornecidas por profissionais de Fonoaudiologia, contribuem para resultados mais rápidos e eficazes. A especialista em Motricidade Orofacial em Erechim, Andrieli Cordeiro da Silva, reforça a importância do tratamento para que outras complicações possam ser evitadas

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Além da terapia fonoaudiológica, um novo equipamento permite mais agilidade ao tratamento
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Após testar positivo para a covid-19, mesmo as pessoas que tiveram poucos sintomas, podem apresentar problemas na qualidade da voz ou, ainda, a diminuição do paladar ou olfato. Para isso, uma indicação é a Fonoaudiologia.

Essa é uma área da saúde cuja procura por atendimento cresce constantemente. Isso porque, muitas alternativas fornecidas pelos profissionais, contribuem para resultados mais rápidos e eficazes.

A fonoaudióloga, especialista em Motricidade Orofacial em Erechim, Andrieli Cordeiro da Silva, comenta que, nesse ano começaram a surgir mais casos. “Começamos a nos envolver mais nessa área, fizemos cursos para buscar entender como poderíamos ajudar, sendo que há muitos colegas que atuam no atendimento hospitalar. Como clínicas também auxiliamos no processo pós-covid e integramos as alternativas que fornecem suporte na recuperação”, destaca.

Procure ajuda!

Há situações em que os pacientes permanecem por vários meses com a diminuição do olfato ou paladar, por exemplo, e não procuram ajuda por achar que podem melhorar sozinhos. Contudo, nem sempre é o que acontece. Segundo Andrieli, a atenção precoce é de fundamental importância para que outras complicações possam ser evitadas. “No caso das pessoas que são assintomáticas e manifestam uma sensação de diminuição do paladar ou olfato, já podemos definir uma opção de terapia para solucionar”, salienta, citando que os meios se mostram muito eficazes. “Além da terapia fonoaudiológica, adquirimos um equipamento, o laser, que permite mais agilidade ao tratamento”, acrescenta.

Entre os principais problemas envolvidos está a diminuição ou perda total do olfato e paladar, além de alterações na voz, como cansaço, rouquidão, dor na região da laringe – principalmente em pacientes que precisaram de intubação -, entre outras complicações, inclusive na área da prega vocal.

Técnicas e tempo de duração

Além dos métodos na clínica, os pacientes são orientados a seguir algumas medidas em casa, as quais contribuem para os resultados positivos. “Isso faz toda a diferença. Deve ser um hábito que favorece o êxito das técnicas aplicadas”, afirma.

A fonoaudióloga explica que há pacientes que se recuperam com menos tempo de tratamento, outros demandam uma atenção prolongada, independente da faixa etária.

“No caso dos idosos, principalmente as mulheres, há mais facilidade para sentir os cheiros, por exemplo. Com o envelhecimento, isso tende a diminuir. Já os pacientes que tem diagnóstico de Parkinson, Alzheimer e Esquizofrenia, têm diminuição de olfato e paladar. Isso é ainda mais perigoso, sendo que há risco de cheiros de fumaça e gás, por exemplo, passarem despercebidos”, alerta.

Riscos a partir da disfagia 

Outra queixa apresentada por muitos pacientes em recuperação das complicações do Coronavírus é a disfagia (dificuldade de deglutir alimentos ou líquidos). Nessas situações o paciente perde um pouco da massa muscular da laringe. Por isso, são necessários exercícios que favoreçam a retomada da alimentação. “Uma pessoa precisa sentir o cheiro, o gosto, para poder gerar o bolo alimentar e engolir. Na ausência do olfato e paladar, ocorre a diminuição da saliva, a qual é muito importante para o bolo alimentar descer corretamente. Quando ocorre algum problema, pode ocasionar uma penetração na região da laringe ou uma aspiração, o que pode levar, inclusive, a uma pneumonia”, explica a especialista, reforçando que é essencial o acompanhamento.

Tratamento é essencial

As sequelas da covid-19 podem exigir um cuidado especial por um tempo mais longo. Andrieli comenta que, a estimativa é que no período de seis meses a um ano, o paciente pode apresentar algum sintoma, inclusive dor muscular, cansaço excessivo, perda de memória, entre outros. “Nós também concedemos algumas dicas, tais como, escrever bastante, colocar lembretes, enfim, é preciso ficar atento e tratar. O quanto antes buscar ajuda, melhor”, enfatiza.

Quanto as opções, elas envolvem, também, o estímulo aos cheiros por meio de alguns alimentos, temperos, frutas, entre outras substâncias. “Os métodos contribuem, ainda, para melhorar a qualidade do sono, a imunidade e a intervenção voltada à apneia do sono”, pontua. De acordo com a especialista, a tontura é outro problema que pode ocorrer quando a audição é afetada. Para tanto, vale o cuidado e a busca por tratamento.

Andrieli ressalta que, em primeiro lugar, pode ser feita uma avaliação com o otorrinolaringologista e, após, busca-se o suporte da Fonoaudiologia. “Se não forem seguidos os cuidados, um problema na voz, do mesmo modo que uma tosse seca, podem se tornar crônicos”, observa.

Saiba mais

Confira a seguir alguns termos técnicos e o que eles representam:

Hiposmia (diminuição da sensibilidade olfativa)

Anosmia (perda do olfato)

Hipogeusia (diminuição da sensibilidade gustativa)

 

 

 

 

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