No Banco de Sangue do Alto Uruguai Gaúcho, em Erechim, nem mesmo as baixas temperaturas e a pandemia, deixam de estimular a população nesse ato de amor à vida: a doação. Em média, 20 pessoas passam pelo local, por dia. São cerca de 100 voluntários por semana, reforçando o compromisso de fazer o bem.
Conforme a gerente administrativa, Mariana Garcia, a agenda da instituição já está lotada pelos próximos 15 dias. “Algumas pessoas nos questionam os motivos do agendamento, porém, é importante, principalmente nesse período de pandemia, diante da necessidade de evitar aglomerações. Do mesmo modo, o sangue tem uma validade de 32 dias. Por isso, controlamos os estoques para que não precise descartar o material”, comenta Mariana, citando que o Banco de Sangue mantém os atendimentos no turno da manhã e à tarde o expediente é interno. “Quando há interessados em doar e possuem sangue negativo (mais raro), procuramos encaixar o quanto antes, diante da maior demanda”, acrescenta.
Ela salienta, ainda, a compreensão de toda comunidade que sempre colabora de maneira expressiva com a entidade.
Regras para doação
A gerente orienta que antes da doação de sangue é feita a triagem clínica, com uma entrevista cujas informações são sigilosas. Também é feita a verificação de possíveis sintomas, como coriza, tosse, febre. Caso forem identificados, não é realizada a coleta e, sim, o encaminhamento para o serviço de saúde.
Me recuperei da covid, já posso doar sangue?
No caso das pessoas que tiveram o diagnóstico de covid-19, é solicitado o período de 30 dias após a recuperação clínica completa, para que seja concedida a autorização para doar sangue.
Vacinas
Além disso, a vacinação contra o Coronavírus também pode influenciar no período de doação. Candidatos que receberam a CoronaVac, da Sinovac/Butantan, podem doar 48 horas após cada dose, enquanto os que foram vacinados com a AstraZeneca, da Fiocruz/Oxford, e com a Comirnaty, da Pfizer/BioNTech, exigem um período de sete dias após cada dose.
No País
A realidade positiva da região difere de outras localidades do País. Isso porque, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, com base em informações de 2020, o registro de doações caiu cerca de 10% no País.
Campanha
Neste mês, uma campanha incentiva a doação de sangue em âmbito nacional. Criado em 2015 pelo movimento ‘Eu Dou Sangue’ e incorporado ao calendário do Ministério da Saúde, o ‘Junho Vermelho’ tem como objetivo despertar a solidariedade nas pessoas.
Vale destacar que uma doação pode ser revertida em diversas modalidades de transfusão, como plaquetas e hemácias, por exemplo. Dessa forma, o sangue doado por uma pessoa pode salvar até quatro vidas.
Quem pode doar sangue?
Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e estar em boas condições de saúde. Gripes e resfriados, ingestão de bebidas alcoólicas, extrações dentárias ou acupunturas pedem um tempo maior para que a doação possa ser realizada e devem ser ditos antes do ato.
Gestantes ou mulheres em fase de amamentação não podem doar, assim como usuários de drogas, pessoas expostas a doenças sexualmente transmissíveis e com diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade.
A doação pode ser feita mais de uma vez ao ano, sendo até quatro doações ao longo de 12 meses para homens, com um período de 60 dias entre uma e outra, e de até três doações ao ano para mulheres, com um espaço de 90 dias entre elas.