O Internacional está retomando o rumo de bons resultados. Depois de passar por momentos turbulentos, com prematura eliminação da Copa do Brasil, goleada para o Fortaleza e reestruturação na comissão técnica, o time voltou a apresentar bom desempenho em campo.
No Campeonato Brasileiro, a delegação viajou para dois desafios fora de casa, contra a Chapecoense no meio da semana passada e no último domingo (27), diante do América-MG. No primeiro, superou o time catarinense e no final de semana empatou com os mineiros. Os dois jogos foram marcados pela reestreia do comandante Diego Aguirre, que garantiu quatro pontos em seis disputados nas últimas duas rodadas.
O frio na barriga de estreia do treinador foi superado sem grades dificuldades. O uruguaio que conhece bem o time gaúcho, tendo tido uma bela passagem como treinador em 2015, venceu a Chapecoense derrubando o ‘tabu’ de que o time não era capaz de vencer na Arena Condá, em Chapecó.
Em ambos os duelos, o time demonstrou ter agressividade na hora de atacar, criando chances e tendo organização defensiva. Apesar disso, a questão física ainda é uma lacuna a ser preenchida pelo departamento de futebol e principalmente pelo preparador físico Fernando Piñatares. O coordenador da preparação física, Paulo Paixão, terá a missão de contribuir para que os atletas consigam manter um bom nível na segunda etapa das partidas, o que tem sido uma carência.
Edenílson no gol
Mesmo que a intenção contra a equipe mineira fosse vencer, o empate saiu quase que de forma heroica no final dos noventa minutos, com um jogador a menos. Isso porque o goleiro Daniel, que teve uma extraordinária atuação, acabou sofrendo uma lesão e não pode ser substituído devido ao Inter já ter realizado todas as trocas possíveis.
Com um cenário de preocupação, coube ao meio-campo Edenílson, colocar as luvas e ir para a meta. O jogador conseguiu segurar o empate nos últimos instantes de confronto. Para o atleta, que falou em entrevista à Inter TV, ainda que estivesse nervoso, tentou passar calma para os companheiros.
“Já tinha tido essa experiência no gol, com menos tempo, quando eu joguei no Genoa (Itália). Mas quando eu olhei o tempo que restava fiquei nervoso, mas tentei passar tranquilidade para o pessoal. Dessa forma saímos pelo menos com um ponto porque estávamos com um jogador a menos. Agradeço pela luta de todos para que a bola não chegasse tanto, tenho que ressaltar isso. Esse ponto fará a diferença”, expressou.
Empate com o América-MG
O empate foi grandioso em termos de dificuldade. O atleta Maurício, que já vinha fazendo bons jogos com o antigo técnico, agora assumiu uma posição importante no meio-campo Colorado com a ausência de Taison, que segue lesionado.
Na noite de domingo, Maurício falou à Inter TV sobre a relevância de ter uma boa sequência, visando o duelo com o Palmeiras na próxima rodada. Maurício disse esperar que esses bons resultados possam dar confiança para jogar contra o time paulista no Estádio Beira-Rio.
Jogo difícil
“Foi um jogo difícil, onde fomos surpreendidos num rebote de um escanteio. Conseguimos correr atrás do resultado, empatamos. Também teve a infelicidade do Daniel, espero que se recupere. O que importa é que conseguimos conquistar um ponto fora, em um jogo complicado. Nos esforçamos muito, com determinação e raça. O jogo contra o Palmeiras será extremamente difícil, é uma equipe qualificada que conquistou grandes títulos na temporada passada. Vamos escutar o que o treinador tem para nos passar e esperamos conquistar a vitória dentro de casa”, ressaltou.
Bola aérea
Na entrevista coletiva de domingo, após o empate contra o América-MG, o treinador Diego Aguirre, falou sobre a importante recuperação no Brasileirão. O uruguaio se preocupou com a bola aérea defensiva e destacou correções. “Há muitas coisas a fazer, mas talvez não tenhamos tempo. O Brasileirão é muito longo, temos uma sequência dura agora, com rivais diretos. Espero que o time dê uma boa resposta. Teremos que trabalhar a bola área defensiva, às vezes você merece ganhar o jogo e toma um gol de bola parada”, revelou.
Planejamento
O antecessor de Aguirre, Miguel Ángel Ramírez, tinha como conceito a rodagem entre os jogadores e a indefinição quanto a um time titular. Diego Aguirre por sua vez, mantém uma equipe que considera a principal e faz ajustes pontuais, conforme a condição clínica e física dos atletas. No jogo contra o América-MG, Aguirre iniciou com o meio-campo Edenílson e o atacante Yuri Alberto no banco de reservas, mas explicou na coletiva.
“A ideia da escalação faz parte de um planejamento. Temos muitos jogos que já aconteceram e que ainda vão vir. Deixar Yuri e Edenílson no banco tinha como objetivo cuidar um pouco para que entrassem no segundo tempo”, destacou.