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Busca pela Liga Nacional é o foco, diz o preparador de goleiros

A temporada verde-rubro de 2021 foi planejada em busca de grandes resultados. O Atlântico reforçou seu elenco dentro e fora de quadra, com a troca de comissão técnica

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Preparador de goleiros do Atlântico, Igor Braga
Por Redação
Foto Divulgação / Atlântico

O preparador de goleiros, Igor Braga, retornou a Erechim para trabalhar com os ‘guarda-metas’ do time gaúcho. Em entrevista ao Programa Virando o Jogo, de quarta-feira (23), Igor falou sobre seu retorno e a busca pelas vitórias.

Na última temporada, Igor estava no município de Pato Branco, defendendo as cores do Pato Futsal e chegou à final da Supercopa de Futsal. Para ele, sua passagem no clube paranaense foi positiva. “Fui com o intuito de ajudar o time do Pato, que cresceu e subiu de patamar muito rápido, foi campeão de duas Ligas Nacionais. Tivemos um ano muito difícil em função da pandemia, mas foi muito válido”, ressaltou. 

 

Minha casa é aqui

“Conseguimos desenvolver vário projetos lá no Pato como fora também. A gente conseguiu passar para as quartas de finais da liga e acabamos perdemos para o Joinville. Me sinto muito feliz em retornar. Aqui é minha casa, conheço o Atlântico como a palma da minha mão. Sei da mentalidade das pessoas que estão no comando. Conheço a metodologia e sei que é um clube em que me adaptei muito fácil, pela minha maneira de ser e trabalhar”.

 

Trabalho com jovens e experientes

Tendo tido a oportunidade de trabalhar com grandes goleiros no cenário nacional, Igor diz manter a mesma forma de tratamento do iniciante até aquele que tem a carreira consolidada. “Para mim são todos iguais, desde o Ângelo, que começou comigo com 12 anos, até os outros que passaram pelo clube, trato todos da mesma forma. Acredito que essa troca, tanto do mais novo como do mais experiente, o multicampeão e o que está começando, é muito válida”.

“Brinco muito com todos e mais aprendo do que passo. Muitas vezes ninguém quer ser tratado como estrela, mas sim como goleiro, que tem suas correções. Isso faz com que saiam da zona de conforto da qual estão habituados”, revelou.

 

Evolução não é invenção

Como em outros esportes, o preparador Igor ressaltou a influência que o futsal proporciona a outras modalidades, como também se adapta a novas formas de se movimentar embaixo das traves. “O futsal teve muita evolução, ganhou muito com várias técnicas. Alguns gestos foram surgindo para os goleiros e analisando algumas estatísticas, eles acabaram atrapalhando. Precisamos ter o discernimento que evoluir não é inventar. Às vezes, podemos buscar um modelo que nem sempre vai encaixar”, manifestou.

 

Habilidades

Segundo Igor, na atualidade os atletas que jogam na posição precisam agregar qualidade ao time de diferentes formas. “O goleiro hoje precisa ter leitura de jogo para organizar o sistema defensivo, armar o jogo ofensivo, ser bom na reposição de bola com as mãos. Ele é mais participativo no processo. Na época em que eu jogava, sempre pensava: tenho que defender e largar a bola para quem é bom. Hoje, é preciso muito mais”, examinou. 

 

Diálogo com a comissão técnica

A metodologia de trabalho, com auxílio dos demais profissionais, para Igor é essencial. Desta forma todos se complementam em um só objetivo. “O atleta tem que ser trabalhado pelos preparadores, para se adaptar às diferentes situações que o jogo requer. Há muitas conversas, são vídeos, treinamentos exaustivos. No todo, é o treinador que decide até onde o goleiro irá participar. Se um deles não sabe trabalhar com os pés e a marcação o aperta, ele saberá onde largar a bola em determinado lugar da quadra porque isso foi treinado previamente. Esta cumplicidade da comissão técnica é fundamental. Me reporto ao preparador físico para ajustar os treinos e com o treinador não é diferente”.

 

Busca pelo troféu que falta

Para Igor, nesta temporada a busca pelo título do Campeonato Nacional é o foco. “Todo ano em que se monta um elenco é para ganhar a Liga. Esse ano foi feito um investimento grande para conquistar esse triunfo. É o que falta na galeria de troféus, todos nós sabemos disso. Os atletas também estão cientes dessa responsabilidade. Sabemos que lá na frente, precisamos estar preparados porque no mata-mata a coisa fica apertada. Buscamos estar classificados nas primeiras colocações, porque somos muito fortes em casa. Toda experiência, seja boa ou não, se faz valer nessas horas. Vamos tentar chegar na final e ganhar esse caneco que é tão sonhado por nós e pela torcida”, finalizou.

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