O Internacional segue sem definições quanto a sua comissão técnica, desde a saída do espanhol Miguel Ángel Ramírez e seus companheiros. Na partida da quarta-feira (16), contra o Atlético-MG, quem esteve à beira do gramado foi o auxiliar técnico Osmar Loss. A direção do clube manifestou busca minuciosa para decisão e as dúvidas quanto quem será o novo treinador persistem.
Efetivar o interino
O auxiliar técnico, Osmar Loss, foi quem teve a missão de comandar o time após a saída de Miguel. No jogo contra o Bahia, conseguiu vencer. Já na partida diante do Atlético Mineiro, acabou sendo surpreendido com um gol no início do jogo, que acabou sacramentando a derrota.
Mesmo sem vencer na última partida, o nome do interino Osmar Loss foi especulado para permanecer até o fim da temporada no cargo. Ao final do jogo da quarta-feira (16), ele foi questionado sobre sua continuidade e declarou não ter havido nenhuma conversa a este respeito com a direção do clube.
“Não gosto de avaliar o futuro, falar de possibilidades. Penso sempre no próximo jogo. Estou à disposição da diretoria, melhorei muito desde as últimas vezes que passei por aqui. Não conversamos nada sobre o assunto, não há necessidade da minha participação. A direção está trabalhando na busca por trazer bons resultados para o clube. A conversa que eles têm comigo é do jogo, poder dar confiança e todo o suporte para que nós da comissão técnica possamos entregar o melhor possível”, esclareceu.
Não podemos errar
O clube foi ao mercado em busca do futuro responsável por colocar o time nos eixos. O diretor executivo de futebol do Inter, Paulo Bracks, participou da coletiva e disse que todos estão tratando o assunto com muita cautela, para não errar. “Precisamos pensar, tomar uma decisão com muita responsabilidade. Não podemos errar. Estamos trabalhando de forma muito intensa para termos o nome de uma comissão técnica que tenha consenso entre nós e que dê o que esperamos para a temporada. Vamos ter paciência e firmeza para tomar esta decisão”, afirmou.
Sem resposta
Com paciência para selecionar a melhor opção, Paulo Bracks preferiu por não responder qual treinador é a preferência dos integrantes do conselho de gestão e da direção. Paulo não deu nenhuma pista quando perguntado sobre o uruguaio Diego Aguirre, o gaúcho Lisca e o português Marco Silva. “Não confirmo nem nego nenhum nome, isso é discutido entre nós. O êxito desse trabalho é debatermos internamente, dentro do clube, com as pessoas responsáveis, para que assim possamos ter uma convicção”, informou.
Projeto resiste
O executivo afirmou que a ideia da direção em construir um estilo de futebol ofensivo no Internacional, ainda está de pé e que o perfil a ser escolhido, terá que seguir esta premissa. “Temos uma linha, mas obviamente não podemos ignorar aquilo que entendemos que foi um equívoco. Na escolha da comissão técnica, alguns fatores vêm à mesa, mas nós temos um perfil estabelecido. Vamos analisar diversos pontos para termos uma decisão mais responsável”, enfatizou.